Lloyds Group (LSE:LLOY)

Tiago Esteves
O Lloyds Banking Group, comandado pelo português Antonio Horta-Osorio, tem sido um exemplo de recuperação na bolsa de Londres depois da subida de 250% desde mínimos em menos de dois anos. Estará este fantástico movimento ascendente a ficar esticado? Eventualmente… A verdade é que existem ainda alguns esqueletos dentro do armário do Lloyds que poderão espreitar a qualquer momento. Desde a privatização ao potencial pagamento de aproximadamente 2000 milhões de euros devido ao escândalo da Libor, há alguma incerteza que pode colocar água nesta fervura. E nem a recente promessa de Horta-Osorio relativa ao pagamento de dividendos correspondentes a 70% dos lucros seria sobreponível ao ressurgimento da questão da Libor.

Indo à análise técnica, que ainda será a melhor forma de analisar situações que levantam dúvidas, a força ascendente tem sido inquestionável. A fantástica subida foi projectada por um duplo fundo by the book. O padrão é tão linear que só tenho pena de não o ter visto mais cedo… Aliás, é fácil de ver pela imagem que o Lloyds é um puro tecnicista! Mais recentemente temos uma bandeira de alta a assinalar a continuidade do movimento mas a sua projecção coincide quase milimetricamente com uma zona de forte resistência. 

O que se poderá esperar desta zona de resistência? Não me espantaria pelo menos uma retracção assinalável… O ponto de resistência original é antigo, é verdade, mas se tivermos em consideração que foi um pico antes do anterior bear mode há que olhá-lo com algum temor. O volume não ajuda neste caso a descortinar se o movimento de subida irá ser forte o suficiente para quebrar a resistência em alta. Se for, impecável! O movimento pode continuar o seu trajecto. Retraindo, o suporte mais próximo digno desse nome está a mais de 20% de distância, o que poderá ser doloroso. Entradas longas antes da quebra da resistência não me parecem sensatas (eventualmente se verificarmos uma retracção ao suporte). Uma entrada curta sem qualquer sinal consistente de inversão também não é justificável! Resta-nos portanto aguardar atentamente mais um pouco para vermos o que decide o Lloyds fazer…

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