Lobos em pele de cordeiro

Cristiano Santos

O bloco de esquerda nasceu como uma agremiação de três partidos, constituídos por gente com um passado pouco recomendável. 

Os três partidos em questão, a UDP, o PSR e o Política XXI, tinham nas suas fileiras gente que defendia acerrimamente, algumas das mais brutais ditaduras da história da humanidade. Não há outra forma de por a coisa, os termos são mesmo estes. 

Costuma-se dizer que a moderação vem com o tempo, vem com a idade e o facto do partido ter entrado no nosso “sistema” partidário, é por si só, um convite à moderação. Parecendo que não, a nossa democracia já leva mais de 40 anos e já tem algum grau de amadurecimento. 

Na realidade há muita gente que desconfia da “moderação” do bloco de esquerda e eu sou uma dessas pessoas. O bloco de esquerda já apresentou um candidato a presidente de junta, fundador do grupo terrorista FP 25, grupo esse responsável por inúmeras mortes, atentados e assaltos, sendo que uma dessas mortes foi um bebé de 4 meses. Cumpriu pena de prisão e muitos dirão (e eu sou um deles) que cumprido o castigado, a sociedade deve acreditar na sua reabilitação. O pior foi que esse candidato em questão já afirmou “não se ter arrependido de nada”.

Esta conversa vem a propósito de que hoje, o bloco de esquerda, apresentou o mandatário nacional para as legislativas. Catarina Martins define-o como um “construtor da democracia” e um “combatente pela paz”. Ele poderá ser muita coisa, mas isso não será certamente. Deixo-vos algumas das suas frases, nos tempos em que lhe era dado poder e deixo à vossa consideração a qualidade do indivíduo:

– “Nós dizemos: o caminho para a democracia popular e o socialismo passa necessariamente pelo derrubamento violento do estado burguês.””A democracia popular há-de nascer da revolução e não de reformas socializantes.”
“A passagem pacífica ao socialismo é uma burla.”
“Ou a burguesia nos esmaga e oprime ou nós oprimimos e esmagamos a burguesia.”
“A função do deputado da UDP na assembleia é a de um agitador revolucionário enviado para o seio do inimigo para sabotar as manobras enganadoras do povo.”

Apenas quero deixar como nota final, que havia muito mais a dizer, basta ver a história da personagem em questão no 25 de Novembro. Mas isso ficará para outras crónicas.

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