Lucro da Media Capital sobe 1% no 1.º trimestre para 1,9ME

Agência Lusa

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O lucro da Media Capital subiu 1% no primeiro trimestre, face a igual período do ano passado, para 1,9 milhões de euros, divulgou hoje a dona da TVI.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Media Capital adianta que, “não obstante a melhoria substancial dos resultantes antes de impostos (+31%), o resultado líquido acumulado foi de 1,9 milhões de euros, portanto 1% acima do verificado no ano anterior”.

De acordo com a empresa, “o motivo prende-se com o apuramento do imposto sobre o rendimento no primeiro trimestre de 2017 (somente 7%), decorrente da recuperação de impostos em períodos anteriores”.

Os rendimentos operacionais subiram 10% para 38,7 milhões de euros e os gastos operacionais, excluindo amortizações e depreciações, registaram um aumento de 12%, passando de 30,1 milhões de euros para 33,5 milhões de euros.

“O evolutivo de ambas as linhas refletiu, além da atividade ordinária, o impacto da adoção do IFRS 15 a partir de 01 de janeiro de 2018, referente ao registo de rendimentos procedentes de contratos com clientes”, adianta a Media Capital, acrescentando que “este novo normativo implicou uma subida de rendimentos e gastos operacionais, no mesmo montante de 2,6 milhões de euros”.

O impacto “em ‘cash flow’ também foi neutro”, refere, salientando que, “sem este impacto, os rendimentos e os gastos operacionais teriam variado ambos mais 3% face aos primeiros três meses de 2017”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 4% para 5,2 milhões de euros e, “excluindo o impacto do IFRS 15, teria havido uma melhoria de 14,4%”.

Nos primeiros três meses do ano, os rendimentos de publicidade subiram 4% para 24,2 milhões de euros.

No segmento de televisão, os rendimentos operacionais subiram 11% para 31,7 milhões de euros, com a publicidade a progredir 5% para 19,7 milhões de euros, “o melhor desempenho desde o primeiro trimestre de 2016”.

O EBITDA diminuiu 16% para 3,3 milhões de euros.

Os outros rendimentos, que englobam proveitos de cedência do sinal, vendas de conteúdos e serviços multimédia, aumentaram 22%, embora excluindo o impacto do IFRS 15, a variação teria sido de -4%.

Já os gastos operacionais aumentaram 15%.

Os rendimentos da produção audiovisual subiram 13% para 7,5 milhões de euros e os de rádio avançaram 2% para quatro milhões de euros.

“O segmento de rádio voltou a melhorar o EBITDA, desta feita em 40%, tendo ascendido a 1,1 milhões de euros com uma margem de 27,7%”, e na área digital “o primeiro trimestre ficou pautado por uma forte melhoria dos seus resultados a nível de audiências e receitas”, refere a Media Capital.

“Na comparação com o período homólogo, o conjunto de ‘websites’ e ‘apps’ [aplicações] subiu 18% em sessões e 26% no que ao vídeo diz respeito, contribuindo decisivamente para os 9% de crescimento da publicidade”, salienta.

A dívida líquida do grupo atingiu no final de março “90,1 milhões de euros, o que corresponde ao nível mais baixo do primeiro trimestre desde 2007”.

ALU // CSJ

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