Lucro da Nestlé aumenta 24,4% em 2019 e soma 11.800 ME

Agência Lusa

O lucro líquido da multinacional suíça de alimentação Nestlé aumentou 24,4% para 12.600 milhões de francos suíços (11.800 milhões de euros) em 2019 face a 2018, anunciou hoje a empresa.

Segundo o relatório anual da companhia, a venda em outubro passado da Nestlé Skin Health a um consórcio formado por investidores da Suécia, Emirados Árabes Unidos e Canadá, por 9.350 milhões de euros (10.100 milhões de dólares), foi um dos principais motores deste resultado.

Em 2019, as vendas da Nestlé atingiram os 92.600 milhões de francos suíços (87.000 milhões de euros), mais 1,2% face a 2018, beneficiando sobretudo do dinamismo do negócio nos EUA, Brasil e Europa Ocidental, enquanto na China e no Paquistão se registaram abrandamentos em algumas categorias de produtos.

Na assembleia-geral de 23 de abril, o Conselho de Administração da Nestlé vai propor a distribuição de um dividendo de 2,70 francos suíços (2,53 euros) por ação, mais 10,2% do que no ano passado e o 25.º aumento consecutivo de dividendos anuais pagos aos acionistas.

No ano passado, todas as categorias de produtos apresentaram um crescimento orgânico positivo, tendo os maiores crescimentos registado na divisão de comida para animais de companhia (Purina Pro Plan y Purina ONE) e no negócio de café Starbucks, cujos produtos já foram lançados em mais de 40 países.

Para 2020, a Nestlé perspetiva um aumento contínuo das vendas orgânicas, “com perspetiva de uma aceleração adicional em 2021/2022 na direção de um crescimento sustentável médio de um dígito” e uma melhoria continuada da margem de lucro operacional.

Os custos de reestruturação previstos para 2021 ascendem a cerca de 500 milhões de francos suíços (471 milhões de euros), esperando a empresa “que os ganhos por ação subjacentes a câmbios constantes e a eficiência de capital aumentem”.

Quanto ao impacto financeiro do surto do coronavírus, a Nestlé considera ser ainda “prematuro para quantificar”.

“Assistimos a um forte progresso em 2019, com as principais métricas operacionais e financeiras a melhorar significativamente pelo segundo ano consecutivo. O crescimento orgânico acelerou, com forte impulso nos EUA ena Purina, em todo o mundo. O lucro melhorou uma vez mais e alcançámos a nossa meta delineada um ano antes do objetivo”, afirma o presidente executivo da companhia, citado no comunicado.

Segundo Mark Schneider, em 2019 “o fluxo de caixa foi forte, enquanto o lucro por ação e o retorno aos acionistas atingiram níveis recordes”, e para 2020 é esperada “uma melhoria contínua no crescimento das vendas orgânicas”, à medida que forem tomadas “mais medidas para lidar com negócios de baixo desempenho”.

Em janeiro, a companhia fechou a venda da sua divisão de gelados nos EUA à Froneri, por 3.600 milhões de euros (4.000 milhões de dólares) e está a preparar a venda de 60% da sua participação na empresa de charcutaria Herta à espanhola Casa Tarradellas, tal como anunciado em finais de 2019.

“A rotatividade do portefólio nos últimos três anos representa 12% do total de vendas de 2017”, refere a Nestlé.

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