Lucro da Ramada aumenta 22,9% para 69,7 milhões de euros em 2018

Agência Lusa

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O grupo Ramada aumentou os lucros para 69,7 milhões de euros em 2018, depois de 56,7 milhões em 2017, comunicou hoje a empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa, anteriormente conhecida como F. Ramada, apresentou assim um aumento dos lucros de 22,9% em 2018 relativamente ao ano anterior.

O resultado sustenta-se no aumento da receita, que atingiu os 129,4 milhões de euros em 2018, um crescimento de 61,6% face aos 80,1 milhões registados em 2017.

“Este crescimento é explicado pelo impacto da consolidação da participada Socitrel apenas em 2018”, explica a Ramada no comunicado enviado à CMVM.

A despesa atingiu os 110,6 milhões de euros, mais do que os 62,8 milhões registados em 2017, o que configura um aumento de 76,2%.

Nos custos, o segmento com mais peso foi o do custo das vendas, que totalizou 77,7 milhões de euros em 2018, um aumento de 85,6% face aos 41,8 milhões de 2017.

O grupo anunciou ainda que irá propor à assembleia-geral de acionistas um dividendo de 0,6 euros por ação, pelo que, somado aos 1,15 euros já adiantados em dezembro de 2018, “o dividendo total relativo ao exercício de 2018 ascenderá a 1,75 euros por ação”.

Em termos de investimento, ascendeu a 3,6 milhões de euros em 2018, de acordo com o comunicado enviado à CMVM, e o endividamento totalizou 21,3 milhões de euros, um aumento face aos 7,8 milhões registados no final de 2017.

O grupo explicou em comunicado que o “período de reestruturação da indústria automóvel”, em que, segundo a Ramada, “muitos projetos em curso são cancelados ou atrasados para reformular os modelos e adequá-los às novas exigências do mercado e/ou às políticas relacionadas com emissões e circulação de veículos ligeiros de passageiros”, acabou por ter “um impacto significativo no 2.º semestre”.

No entanto, “outras áreas da metalomecânica, como a construção de equipamentos e fabrico de componentes, não registaram qualquer quebra e ajudaram a equilibrar as vendas agregadas”, pode ler-se no comunicado.

O EBITDA (sigla inglesa para receita antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu os 18,8 milhões de euros, um aumento de 8,6% face aos 17,3 milhões contabilizados em 2017.

A margem EBITDA foi de 14,6% em 2018, menos que a de 16,7% registada em 2017.

Já o EBIT (total operacional antes de resultados financeiros e impostos) foi de 13,6 milhões de euros, um crescimento de 14,5% face aos 11,8 milhões registados em 2017.

Os resultados financeiros negativos diminuíram 3,9% face a 2017, tendo atingido os 1,6 milhões de euros em 2018.

Relativamente ao resultado de operações descontinuadas, este totalizou 60,2 milhões de euros, “o qual inclui ganho com a alienação da totalidade da atividade de Soluções de Armazenagem”, pode ler-se no comunicado.

No segmento de indústria, o resultado líquido foi de 66,2 milhões de euros em 2018, um aumento de 25,6% face aos 52,7 milhões alcançados em 2017.

Já no ramo imobiliário, a Ramada registou um valor negativo no resultado financeiro, já que contabilizou 791 mil euros (negativos) em 2018, uma melhoria face aos 916 mil euros (negativos) registados em 2017.

As ações da Ramada fecharam o dia de hoje nos 7,70 euros na bolsa de Lisboa, permanecendo inalteradas face a terça-feira.

JE // CSJ

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