Lucro da Sonae cai quase 3% para 133 milhões de euros até setembro

Agência Lusa

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A Sonae obteve um lucro de 133 milhões de euros até setembro, menos 2,9% que o registado no período homólogo de 2016, quando obteve ganhos de capital, anunciou o grupo.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa refere que “o resultado líquido atribuível aos acionistas ascendeu a 133 milhões de euros” até setembro, “beneficiando do crescimento das vendas de todos os negócios e da melhoria da rentabilidade operacional, bem como da valorização dos centros comerciais e dos menores custos financeiros decorrentes do reconhecimento da forte estrutura de capital” do grupo.

“Excluindo os ganhos de capital não recorrentes no primeiro trimestre de 2016, fruto essencialmente das operações de ‘sale and leaseback’ já mencionadas, a evolução do resultado líquido da Sonae teria sido claramente positiva”.

Nos primeiros nove meses de 2016, o lucro foi de 137 milhões de euros.

Já o resultado líquido total “manteve-se estável” até setembro, “e cresceu um milhão de euros para 64 milhões de euros, traduzindo uma melhoria de todos os indicadores operacionais e de rentabilidade”.

Entre janeiro e setembro, o volume de negócios aumentou 6,9% para 4.115 milhões de euros, “impulsionado pelo desempenho de todos os negócios: Sonae Retalho, Sonae FS e Sonae IM”.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) diminuiu 8,1% para 273 milhões de euros, enquanto o EBITDA subjacente “atingiu 221 milhões de euros, aumentando 19 milhões de euros”, ou seja, 9,6%, “beneficiando do desempenho dos negócios de retalho e de serviços financeiros”, lê-se no comunicado.

“A forte ‘performance’ operacional dos negócios” no período em análise “contribuiu positivamente para os indicadores de rentabilidade da Sonae”, refere, acrescentando que, “porém, no ano passado tinha sido registado um impacto positivo de 56 milhões de euros na rubrica itens não recorrentes, beneficiando, sobretudo, dos ganhos de capital obtidos com operações de ‘sale and leaseback’ concluídas pela Sonae RP em 2016, o que limita a comparabilidade entre períodos”.

O volume de negócios da Sonae Retalho subiu 6,6% para 4.067 milhões de euros, a da Sonae Sierra 8% para 162 milhões de euros, a da NOS 3,4% (1.163 milhões de euros), a Sonae IM cresceu 7,7% (95 milhões de euros) e a Sonae FS aumentou 40% (17 milhões de euros).

“No caso do retalho alimentar, o volume de negócios da Sonae MC aumentou 4,8% até setembro, atingindo 2.814 milhões de euros, e “superou mil milhões em vendas no trimestre”.

De acordo com a Sonae, “este desempenho beneficiou de uma variação de vendas no universo comparável de lojas de 0,5% e do contributo da expansão (através da abertura nos nove meses de 10 lojas Continente Bom Dia”, sendo que “o crescimento do volume de negócios foi superior ao crescimento do mercado de retalho alimentar, o que permitiu à MC continuar a fortalecer a sua liderança no mercado”.

A Worten aumentou em 8,8% o volume de vendas para 689 milhões de euros, “beneficiando de variação de vendas no universo comparável de lojas de 6,6% na Ibéria”.

O resultado financeiro líquido do grupo melhorou oito milhões de euros, “refletindo uma redução no custo das linhas de crédito”.

O grupo liderado por Paulo Azevedo sublinha que está focado “em apresentar uma estrutura de capital robusta, otimizando os custos de financiamento e, ao mesmo tempo, mantendo reservas de liquidez e um perfil longo de maturidade da dívida”, sendo que a dívida líquida registou uma redução de 30 milhões de euros, totalizando 1.217 milhões de euros no final dos nove primeiros meses.

O investimento ascendeu a 202 milhões de euros, o que corresponde a 4,9% do volume de negócios.

“O investimento foi canalizado para a abertura de novas unidades, lançamento e desenvolvimento de novos negócios e reforço da internacionalização e do serviço ao cliente, tendo atingido 109 milhões de euros na Sonae MC, 26 milhões de euros na Worten, 27 milhões de euros na Sonae Sports & Fashion, 28 milhões na Sonae RP e nove milhões de euros na Sonae IM”, conclui a empresa.

ALU // MSF

Lusa/Fim

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