Lucro do Santander Totta aumenta 5% até março e soma 130,5 ME

Agência Lusa

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O lucro do Santander Totta aumentou 5% para 130,5 milhões de euros no primeiro trimestre face ao período homólogo, impulsionado pela melhoria de 34,6% da margem financeira, anunciou hoje o banco.

Nos primeiros três meses de 2018, a margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) do Santander Totta situou-se nos 231,2 milhões de euros, “refletindo o crescimento orgânico e a integração do ex-Banco Popular Portugal”, refere o banco presidido por António Vieira Monteiro.

“Para além do impacto da integração do ex-Banco Popular Portugal, [o aumento da margem financeira] reflete a subida dos proveitos de crédito e a continuação da descida do custo dos depósitos”, lê-se no documento distribuído durante a sessão de apresentação dos resultados do primeiro trimestre que decorre em Lisboa.

Até março, o produto bancário aumentou 11,0% e os custos operacionais subiram 14,0%, o que se traduziu numa “ligeira deterioração” do rácio de eficiência (+1,3 pontos percentuais em relação a março de 2017).

As comissões líquidas aumentaram 10,2%, para 93,9 milhões de euros, “beneficiando essencialmente do impacto positivo das comissões de fundos e seguros comercializados pelo banco e de meios de pagamento”, enquanto os resultados em operações financeiras diminuíram 76,5% para 8,9 milhões de euros.

No primeiro trimestre, os recursos de clientes progrediram 16,6% para praticamente 37 milhões de euros, com aumentos de 15,0% em depósitos e de 26,4% em recursos fora de balanço.

Os fundos de investimento comercializados e os seguros mantiveram, segundo o banco de origem espanhola, “uma evolução dinâmica”, tendo aumentado 4,5% no trimestre, refletindo “a estratégia de diversificação dos recursos de clientes”.

No período, o crédito total cresceu 25,5%, para 41,5 milhões de euros, com aumentos de 12,9% no crédito a particulares e de 46,1% no crédito a empresas.

“Com a incorporação da carteira de crédito do ex-Banco Popular, o peso relativo do crédito concedido a empresas na carteira total aumentou para 46,1%, contribuindo assim para um maior equilíbrio da carteira de crédito”, nota o Santander Totta.

No final de fevereiro, as quotas de mercado de produção de crédito a empresas e habitação situavam-se nos 21,0% e 23,2%, respetivamente.

Segundo o Santander Totta, o rácio de ‘Non-Performing Exposure’ (NPE), calculado de acordo com o critério da EBA (Autoridade Bancária Europeia), recuou 0,3 pontos percentuais em março, para 5,41%, devido “à inclusão da carteira do ex-Banco Popular Portugal”, tendo-se a respetiva cobertura por provisões fixado em 57%.

“O banco tem rácios de NPE abaixo da média do sistema fruto das suas políticas de admissão e de gestão da carteira de crédito”, refere.

Quanto aos rácios de capital, o ‘Common Equity Tier 1 (CET 1) atingiu 15,1% (‘fully implemented’) e 15,3% (‘phased in’), variando 0,93 e 1,4 pontos percentuais face a final de 2017, respetivamente, e fixando-se, sublinha o banco, “claramente acima dos requisitos mínimos exigidos pelo BCE [Banco Central Europeu]”.

Já o rácio de eficiência subiu 1,2 pontos percentuais para os 47,0%, já considerando a integração do Popular.

Concluída que está “a fase de acomodação das necessidades de liquidez decorrentes do processo de integração do Grupo Popular Portugal”, o Santander Totta diz ter fechado o primeiro trimestre de 2018 com reservas de liquidez “disponíveis para obtenção imediata” de cerca de oito milhões de euros.

O rácio LCR (‘Liquidity Coverage Ratio’), calculado segundo as normas da CRD IV, situou-se em 172,4%, “cumprindo as exigências regulamentares em base ‘fully implemented’ que estarão em vigor em 2018”.

Em abril a agência de notação DBRS subiu o ‘rating’ da dívida de longo prazo do Santander Totta para A, com ‘outlook’ (perspetiva) “estável”.

PD // JNM

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