Lucro dos CTT cai 64,8% para 6,3 ME no primeiro semestre

Agência Lusa

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O lucro dos Correios de Portugal – CTT caiu 64,8% no primeiro semestre para 6,3 milhões de euros relativamente aos primeiros seis meses de 2017, anunciou hoje a empresa, indicando que neste período saíram 238 funcionários da empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, os CTT indicam que, neste período, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) diminuiu 32,2%, passando de 45,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2017 para 31 milhões de euros entre janeiro e julho deste ano.

Por seu lado, os rendimentos operacionais (que incluem o correio, o expresso e encomendas, os serviços financeiros e o Banco CTT) subiram 0,9%, passando de 352,1 milhões de euros para 355,1 milhões de euros.

Os gastos operacionais subiram 5,8% para 324,1 milhões de euros.

Entre o final de 2017 e até junho deste ano, saíram da empresa 238 funcionários no âmbito do plano de reestruturação da empresa anunciado no final do ano passado.

Em declarações à agência Lusa, o presidente executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, explicou que “as indemnizações relativas à saída de pessoal têm um peso bastante relevante para a queda no resultado líquido [atribuído a acionistas]”.

De acordo com a informação enviada ao mercado, 156 destas saídas concretizaram-se neste primeiro semestre e permitiram à companhia alcançar uma poupança de 7,1 milhões de euros, montante superior aos 3,9 milhões de euros previstos no Plano de Transformação Operacional para todo o ano.

Tendo isto em conta, Francisco de Lacerda comentou que o plano “está a superar as projeções iniciais”.

“Na primeira metade do ano já assegurámos os objetivos propostos para o ano completo de 2018” no âmbito do Plano de Transformação Operacional, destacou.

Além das poupanças com pessoal, está em causa a renegociação de contratos de sistemas informáticos, de arrendamento de edifícios (tendo em conta o fecho de algumas estações), de eletricidade e de transporte.

Nesta área, os CTT já pouparam 4,4 milhões de euros, mais do que os 3,7 milhões de euros previstos no Plano de Transformação Operacional para todo o ano.

“Dos quatro conjuntos de iniciativas anunciadas na altura do plano, já excedemos os objetivos nas duas primeiras, mas há outras que necessitam de mais tempo para se materializar, como a rede de lojas e as operações de distribuição. Contudo, estamos no bom caminho”, assinalou.

No que toca à otimização da rede de lojas, os CTT conseguiram poupar 1,1 milhões de euros face aos 3,9 milhões de euros previstos.

Já quanto às redes de distribuição, a empresa economizou, neste primeiro semestre, 1,4 milhões de euros em comparação com 1,4 milhões de euros previstos no plano.

Em 30 de junho deste ano, “o número de trabalhadores dos CTT – efetivos do quadro e contratados a termo – era de 12.599, menos 312 (-2,4%) do que em igual período de 2017”, referem ainda os CTT na informação dada ao mercado.

A empresa assinala que “verificou-se uma diminuição de 417 efetivos do quadro e um aumento de 105 contratados a termo”, e nota que, “nesta evolução, tiveram especial impacto a redução dos trabalhadores nos CTT SA (-285)”.

Em dezembro passado, os CTT divulgaram um Plano de Transformação Operacional que prevê a redução de cerca de 800 trabalhadores em três anos, um corte de 25% na remuneração fixa do presidente do Conselho de Administração e do presidente executivo, além da otimização da implantação de rede de lojas através da conversão de lojas em postos de correio ou do fecho de lojas com pouca procura por parte dos clientes.

ANE // MSF

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