Lucros da EDP caem 74% até setembro para 297 ME

Agência Lusa

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A EDP registou um lucro de 297 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, um resultado inferior em 74% ao obtido em 2017, “fortemente penalizados” pela decisão do Governo sobre a alegada sobrecompensação dos CMEC.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a elétrica liderada por António Mexia explicou que constituiu uma provisão de 285 milhões de euros para fazer face a esta questão, e que “o impacto desta provisão não recorrente no resultado líquido da EDP ascende a 195 milhões de euros, traduzindo-se num resultado líquido do grupo EDP de 297 milhões de euros” nos primeiros nove meses de 2018.

A elétrica adiantou ainda que os resultados no terceiro trimestre, em particular, foram afetados pelo “efeito do despacho do senhor secretário de Estado da Energia de 29 de agosto de 2018, que quantificou em 285 milhões de euros o impacto financeiro da alegada sobrecompensação dos CMEC”, que levou a EDP a registar a provisão.

A EDP realçou que, “excluindo este e outros efeitos não recorrentes”, o “resultado líquido recorrente subiu 2% em termos homólogos, para 570 milhões de euros”.

Até setembro, a elétrica “prosseguiu a sua estratégia de crescimento focado em energias renováveis e no Brasil”, avançou, detalhando que “a capacidade instalada total cresceu 2% em termos homólogos (+0,5GW gigawatts, exclusivamente eólica e solar), para 27GW”, “aumentando o peso de energias renováveis no mix de geração para 74%”, referiu a empresa.

No que diz respeito à “produção, o peso de renováveis aumentou 11 p.p. [pontos percentuais] nos últimos 12 meses, para 66% do total, beneficiando da forte recuperação de hidraulicidade na Península Ibérica a partir de março”.

Paralelamente, avançou a elétrica, “o portfólio de contratos com clientes manteve-se estável em 11,4 milhões, distribuídos entre a Península Ibérica e Brasil”.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no mesmo período ascendeu a 2.410 milhões de euros, uma redução de 26% face ao período homólogo.

“Excluindo a contribuição das redes de distribuição de gás na Península Ibérica”, bem como “os efeitos não recorrentes, o EBITDA recorrente caiu 6% em termos homólogos, para 2.428 milhões de euros”, nos primeiros nove meses do ano, explicou a EDP.

Por sua vez, os custos com pessoal e serviços externos “aumentaram 1%” face ao período homólogo.

Os resultados financeiros líquidos subiram 25% para 443 milhões de euros negativos (incluindo resultados com associadas) “suportados por uma redução continuada de juros líquidos suportados” graças à melhoria do custo médio da dívida e à descida da dívida média, disse o grupo.

A dívida líquida da EDP cifrou-se em 14,5 mil milhões de euros em setembro de 2018, mais 4% do que em dezembro do ano passado.

ALYN // JNM

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