Lusa devolve ao Estado 2,6 ME por investimentos que não fez em 2016 e 2017

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

A Lusa anunciou hoje que vai devolver 2,6 milhões de euros ao Estado, principal acionista da agência noticiosa, por investimentos que não realizou em 2016 e 2017, e assegurou que pretende reverter tal situação.

“Vamos ter de devolver ao Estado 1,4 milhões de euros por investimentos que não fizemos em 2016. Não é uma crítica à anterior administração [já que] o orçamento, nesse ano, foi aprovado muito no final do ano e era completamente impossível investir nessa altura”, disse o presidente do Conselho de Administração da Lusa.

Intervindo na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, Nicolau Santos acrescentou que, em 2017, “as dificuldades de investimento” rondaram os 1,2 milhões de euros, valor que se soma ao do ano anterior.

Mas, a nova administração, que entrou em funções em março deste ano, substituindo a anterior liderada por Teresa Marques, quer reverter a situação, segundo Nicolau Santos.

“Vamos tentar investir o mais possível o que temos para investir”, garantiu.

O responsável ressalvou que a Lusa tem dupla tutela, dos ministérios das Finanças e da Cultura, sendo que é o primeiro, “em última instância, quem decide”.

“Tudo o que seja dificuldades de contratação, valorização salarial, aí não posso fazer nada” sem o aval do Ministério das Finanças, reconheceu.

Ainda assim, o presidente da agência disse também estar a tentar mudar a situação laboral, já que “os trabalhadores da Lusa são castigados há muito tempo” com questões como congelamentos salariais.

Em causa estão medidas como o aumento do subsídio de refeição e o alargamento do subsídio de adaptabilidade na agência, um apoio dado aos trabalhadores “mais disponíveis”, precisou.

“Neste momento, pagamos 35 mil euros por mês em subsídios de adaptabilidade, que abrangem 95 pessoas, e espero que no próximo orçamento possamos subir para os 50 mil euros por mês”, adiantou Nicolau Santos, frisando que esta é “uma maneira de tentar aumentar o rendimento dos trabalhadores sem que isso constitua uma valorização salarial” aos olhos do Ministério das Finanças.

A Lusa tem, ao todo, 252 profissionais.

O contrato com o Estado estipula que a Lusa receba cerca de 15 milhões de euros por ano em indemnizações compensatórias, sendo que a agência tem receitas próprias na ordem dos quatro milhões de euros, embora nos últimos anos esta última verba tenha vindo a diminuir.

No final deste ano, Nicolau Santos espera que as receitas próprias “já não caiam ou tenham uma pequena subida”, devido a novos serviços criados este ano, como o Info 3E e a Agenda Financeira, destinados a clientes, nomeadamente empresas, com informações relacionadas, por exemplo, com reuniões ou eventos importantes de companhias.

ANE // EA

Lusa/Fim

Deixe uma resposta