LusoMorango exporta 99% da produção de pequenos frutos e atinge 54,5 ME de faturação em 2018

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

A organização de produtores LusoMorango exportou 99% da produção de pequenos frutos vermelhos em 2018, com destaque para a framboesa, e atingiu 54,5 milhões de euros de volume de negócios, mais 15,7% do que no ano anterior.

“Tivemos um volume de negócios de 54,5 milhões de euros, o que representou um acréscimo face a 2017 de 15,7%, sendo que 90% vem da produção de framboesa”, disse à Lusa o presidente da LusoMorango, Luís Pinheiro.

De acordo com o responsável, o peso da framboesa justifica-se com a capacidade que Portugal teve de se tornar pioneiro, começando a dar resposta às exigências do mercado europeu.

“Aglomerando todos os produtos, estivemos muito próximos das dez mil toneladas […]. Exportámos cerca de 99% daquilo que produzimos”, acrescentou.

Entre os principais mercados da organização de produtores, estão a Alemanha e o Reino Unido, que absorvem 70% da produção da LusoMorango, seguidos pelos países nórdicos e também por França e Espanha.

Para Luís Pinheiro, os pequenos frutos nacionais conseguem distinguir-se da concorrência, a nível nacional e internacional, através de uma parceria com a Driscoll’s, empresa com “posição privilegiada” nalguns mercados.

“Portugal é reconhecido no mercado internacional como um país que fornece produtos de qualidade. Esta parceria dá-nos acesso às melhores genéticas existentes no mercado para fazermos a diferenciação pela qualidade e pelo sabor”, explicou.

No entanto, produtos como os biológicos ainda não constituem um fator de diferenciação para os produtores da LusoMorango.

“Neste momento, estamos a desenvolver projetos para uma entrada sustentada no mercado dos biológicos. No mercado americano, podemos encontrar um produto biológico com mais 40% de preço comparativamente a um produto convencional, [enquanto] na Europa os preços talvez sejam 10% ou 15% superiores”, referiu.

O responsável disse ainda que “esta barreira” faz assim com que, muitas vezes, o produtor não tenha um retorno económico positivo, sublinhando que este não é um fator de diferenciação, uma vez que “o consumidor europeu quer um produto seguro, quer seja biológico ou não”.

Luís Pinheiro lamentou ainda as dificuldades em encontrar mão-de-obra para a atividade e a burocracia associada aos projetos para a construção de alojamento nas explorações agrícolas para acolher os trabalhadores.

Segundo o presidente da organização, 2019 será um ano de consolidação de resultados, prevendo que o volume de negócios da ascenda a 57 milhões de euros.

A LusoMorango foi criada em 2005 por quatro sócios, sendo, atualmente, composta por 42 produtores, distribuídos por regiões como o Alentejo e o Algarve.

A organização dedica-se à produção de pequenos frutos, também conhecidos como ‘berrys’, nomeadamente framboesas, amoras, mirtilos e morangos.

PE // CSJ

Lusa/Fim

Deixe uma resposta