Maioria dos sucessores das empresas familiares vê contexto como oportunidade para inovar-Deloitte

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

A grande maioria dos líderes da próxima geração das empresas familiares vê o contexto envolvente como uma oportunidade para inovar e aumentar o negócio, segundo um estudo da Deloitte divulgado hoje.

De acordo com o estudo ‘Next Generation Survey 2018’, em Portugal, 62% dos líderes inquiridos vê o contexto envolvente como uma oportunidade de crescimento para o negócio e 81% como uma oportunidade de inovar.

No entanto, 12% considera que o contexto envolvente pode “prejudicar a sustentabilidade” da sua empresa.

A nível global, o número de líderes confiantes em relação ao contexto da sua empresa fixa-se em 56%, enquanto os que consideram que pode “prejudicar a sustentabilidade” do seu negócio representam 29%.

“Para explorar todas as oportunidades num contexto envolvente inovador, os líderes da próxima geração de empresas familiares devem ter uma mentalidade flexível e voltada para o exterior, o que permite alargar a sua rede de contactos e a interação com terceiros. Isto representa uma mudança de atitude, da qual muitos líderes estão conscientes”, disse, em comunicado, a líder da área de negócios familiares da Deloitte Portugal, Rosa Soares.

Questionados sobre o tipo de envolvimento que desenvolvem com outras empresas no que concerne à inovação, 77% dos líderes está disposto a trabalhar com qualquer empresa, enquanto 4% prefere trabalhar sozinho.

A nível global, 88% dos inquiridos afirma que o contexto envolvente é uma oportunidade para inovar. Destes, 32% prefere colaborar com empresas com as quais tem relações de longa data e 19% prefere trabalhar sozinho.

“No passado, as empresas familiares eram vistas como tradicionais e adversas ao risco. No entanto, o cenário atual é muito diferente: as empresas familiares são das mais inovadoras e até podem fazê-lo a um ritmo mais rápido do que outros tipos de negócio”, acrescentou a responsável.

No que se refere às interações com terceiros, 60% dos líderes nacionais inquiridos afirma que o número de interações aumentou nos últimos três anos.

Em primeiro lugar é apontada a interação com órgãos governamentais (54%), seguida pelos concorrentes (54%) e os clientes de clientes (35%).

O estudo revela ainda que as aquisições foram o tipo de combinação de negócio mais utilizado pelas empresas familiares portuguesas nos últimos três anos (73%), seguindo-se as alianças estratégicas, com 27%, ‘joint venture’ (parcerias), com 15%, e desinvestimento, também com 15%.

A maioria das combinações de negócio esteve ligada à expansão/diversificação de produtos/serviços (58%), ao acesso à inovação em produtos/serviços ou tecnologia (31%) e à eficiência (27%).

No contexto global, a aquisição mantém-se como a combinação de negócio mais frequente (46%).

Já as razões que levam à combinação de negócio estão, sobretudo, ligadas à eficiência (40%), à entrada em novos mercados (35%) e ao acesso à inovação (30%).

O ‘Next Generation Survey 2018’ aponta ainda que 54% das empresas familiares portuguesas têm uma estratégia digital “definida”, apesar de 85% ver a tecnologia digital como “opcional”.

A nível global, 61% das empresas têm uma estratégia digital “definida”, 93% vê a tecnologia digital como uma ferramenta “operacional” e 79% considera que os membros da família que se encontram no ativo estão conscientes do seu potencial.

Para a realização do estudo em causa, a Deloitte entrevistou, nos dois primeiros meses do ano, 575 líderes sucessores das empresas familiares, de 52 países. Foram considerados sucessores os que assumiram a liderança dos seus negócios nos últimos três anos ou que se espera que o façam dos próximos três.

Das empresas que participaram no estudo, 51% tiveram uma receita anual inferior a 50 milhões de euros, 33% entre 50 e 250 milhões de euros e 16% superior a 250 milhões de euros.

Cerca de 11% das empresas têm menos de 20 anos, 36% tem entre 20 e 49 anos, 37% entre 50 e 100 anos e 15% mais de um século.

A maioria dos entrevistados (53%) faz parte da segunda geração de líderes das empresas familiares, 29% da terceira geração e 18% da quarta geração ou mais.

PE // CSJ

Lusa/Fim

Deixe uma resposta