Ministro da Economia insiste que Itália não planeia abandonar o euro

Agência Lusa

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O novo Governo de direita italiano negou estar a traçar planos para que Itália abandone a zona euro, garantiu o ministro da Economia em entrevista, na qual rejeita a forte reação dos mercados à coligação eurocética no poder.

Segundo a Associated Press (AP), para o ministro da Economia de Itália, Giovanni Tria, estas reações “são questões normais que acompanham a transição política”.

Em entrevista ao diário italiano Corriere dela Sera, Tria disse que a posição do Governo italiano é “clara e unânime”, afirmando que “nenhum plano para deixar a zona euro está a ser discutido”.

Giovanni Tria, um professor de economia política que foi uma escolha de última hora para o cargo, foi mais longe na defesa de que o compromisso de Itália com a união monetária é firme.

“Não só não queremos sair da zona euro”, como o Governo está determinado em contrariar ações que possam colocar a manutenção de Itália no euro “em discussão”.

A nomeação inicial do Governo para a pasta da Economia, de Paolo Savona, de 81 anos, economista defensor da saída do euro e que afirmava ter um plano para esse efeito, foi rejeitada pelo Presidente da República italiano.

O Presidente Sergio Mattarella apontou receios de que apoiar um plano como esse contribuísse para agitar ainda mais os mercados financeiros, que já estavam agitados depois da eleição de março, que deixou o país num impasse para a formação de um executivo.

Depois de esta recusa do Presidente italiano, o primeiro-ministro Giuseppe Conte recusou formar Governo, tendo depois reconsiderado e aceitado liderar um executivo de coligação do Movimento Cinco Estrelas (M5S, populista) e da Liga (extrema-direita).

Só a 01 de junho o novo executivo tomou posse, três meses depois de umas eleições legislativas que levaram a demoradas negociações partidárias para se encontrar um Governo.

IMA // VM

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