Ministro diz que situação dos CTT decorre da privatização

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

O ministro do Planeamento disse hoje que a situação dos CTT, onde decorre uma greve, é consequência da privatização a 100% da empresa feita pelo anterior governo e que cabe agora ao regulador assegurar a qualidade dos serviços.

“A situação daquela empresa hoje decorre de uma privatização que foi feita a 100% por opção do governo anterior, isso não estava previsto assim no memorando da ‘troika’”, sublinhou o ministro no final de uma reunião da Concertação Social, em Lisboa.

Segundo Pedro Marques, “hoje o acompanhamento da qualidade dos serviços dos CTT tem de ser feito pelo regulador”, porque o Estado deixou de ter participação naquela empresa.

“O regulador reforçou recentemente e de forma significativa os indicadores de qualidade de serviço e reforçou as condições de fiscalização dessa qualidade de serviço”, acrescentou o ministro, sublinhando que agora “é preciso contar com o trabalho do regulador”.

Os trabalhadores dos CTT – Correios de Portugal estão hoje em greve. Na origem da greve convocada pelos sindicatos está o Plano de Transformação Operacional dos CTT, que foi apresentado pela empresa em dezembro e que prevê a redução de cerca de 800 trabalhadores na área das operações em três anos e a otimização da rede de lojas, através da conversão em postos de correio ou do fecho de lojas com pouca procura.

A greve de 24 horas estende-se a todas as estações e espaços dos CTT do país e as ações são organizadas pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT), pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações e dos Media (SINDETELCO), pelo Sindicato Independente dos Correios de Portugal (SINCOR), pelo Sindicato Nacional Dos Trabalhadores Das Telecomunicações e Audiovisual (SINTAAV) e pela Comissão de Trabalhadores.

DF (ALU)// CSJ

Lusa/Fim

Deixe uma resposta