Mota Engil com subida de 40% em um mês!

Tiago Esteves

Quando analisei a Mota Engil aqui no site pela última vez, referia na altura que o título estava hesitante entre dois pontos-chave. Ou quebrava o suporte em baixa e iniciava uma correcção, ou seguia a tendência prévia ascendente e activava um padrão de consolidação que a poderia levar a crescer mais 20%! Esta quebra seria uma óbvia oportunidade de entrada para quem não o tivesse ainda feito. Disse também na altura que o caminho mais provável seria o da quebra no sentido da tendência prévia, ou seja, no sentido ascendente. Está fácil de ver que esse cenário acabou mesmo por instalar-se (tive oportunidade de a acompanhar e alertar para a mesma durante um dos últimos webinários), e o título não cresceu apenas 20% mas sim quase 40% até este momento. A questão que agora se põe é: onde pára este forte movimento?

Como sempre nestes casos, não há respostas fáceis. Especialmente porque, tal como ressalvei no caso da Altri, não havendo hesitações durante a subida nem resistências de curto prazo, acaba por ser mais difícil termos pontos de referência para o encerramento parcial ou total da posição. Apesar da distância à zona de referência mais próxima, o volume continua forte, tendo no entanto abrandado desde a ruptura ascendente do padrão de consolidação. Neste preciso momento, parece estar a formar-se uma consolidação de curto prazo (que pode sair uma bandeira, um pendente, ou nenhum dos dois). Se assim for, ganharemos em simultâneo um ponto de reforço e outro de saída.

Também à semelhança do que referi na Altri, não será descabido olhar para o gráfico horário em busca de referências e fazer um scaling out de 20% da posição caso as referências de curto prazo sejam quebradas. Contudo, liquidar toda a posição só porque a subida vai forte viola o princípio base que nos diz que devemos cortar as perdas e deixar os lucros correr.

E para quem está fora? Pessoalmente, não me parece nada prudente arriscar uma entrada nesta zona. O movimento vai esticado, e como já referi os stops seguros estão percentualmente longe. Mais vale dar-lhe margem para uma eventual correcção ou consolidação, e aí sim, fazer uma entrada mais segura. Ou então, deixá-la ir! Não se podem apanhar todas… Quando o comboio já partiu, há que deixá-lo seguir o seu rumo e procurar outras oportunidades. Oportunidades que podem ser trazidas pelo próprio título, caso surja um alívio temporário e com pouco volume da pressão compradora que se tem vindo a instalar.

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