Mota Engil em quebra ascendente

Tiago Esteves
Há uns meses atrás, quando aqui e ali já se falava na falência da Mota Engil, pouco faria crer que haveria margem para subir 80% em menos de 3 meses. Hoje a realidade é outra, e com esta subida sustentada o título recuperou pelo menos algum do respeito que lhe é devido. O fecho desta semana foi de enorme importância, por quebrar em alta o máximo relativo que a tinha levado a uma nova descida, e por comprometer a linha indicativa que tantas vezes tinha gerado perdas de momentum ascendente nos tempos recentes. Agora, é deixá-la ir, com a noção de que a próxima resistência está nos 2,52€ e a zona de stop nos 1,64€. É uma grande distância entre estes dois pontos, pelo que tudo pode acontecer lá pelo meio.

No gráfico horário, é bem notória esta força ascendente que a galvaniza. A forte zona de resistência foi ultrapassada com relativa facilidade, e está agora em máximos naquele timeframe. Para a negociação de curto prazo, a marca dos 1,865 quase não chega a merecer o título de ponto de referência. Mas, estando abaixo da zona que agora é de suporte, é o melhor que temos actualmente para referenciar a negociação. É, contudo, importante recordar a sua forte correlação com o petróleo (que curiosamente parece estar a querer fazer um topo arredondado). Não devem haver grandes ilusões nesse aspecto, dificilmente a Mota Engil conseguirá fazer uma caminhada ascendente em contraciclo com o petróleo.

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