Orey Antunes pede hoje aos obrigacionistas que adiem pagamento de juros

Agência Lusa

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A Orey Antunes irá hoje pedir aos obrigacionistas que adiem o pagamento de juros de obrigações da empresa, durante uma assembleia-geral com os detentores destes títulos, numa altura em que o grupo passa por dificuldades.

Em causa está uma emissão de até 30 milhões de euros em obrigações que a empresa levou a cabo e que deveriam ter vencido no passado dia 08 de julho, de acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no dia 13 de junho a dar conta da convocatória para a assembleia-geral.

A Orey Antunes pede que seja adiada, por um ano, a data de vencimento e pagamento de juros “sem qualquer penalização para a emitente e correspondentes alterações aos termos e condições das obrigações, e sobre o reconhecimento e aceitação de que o facto de a emitente não efetuar o pagamento de juros nos 14 dias posteriores ao dia 08 de julho de 2019 não constitui um ‘event of default’” (situação de incumprimento), de acordo com a mesma nota.

Nessa altura, a Orey Antunes incluiu um ponto na convocatória da assembleia-geral para “deliberar sobre o estabelecimento de um direito de a emitente adiar, por uma ou mais vezes, a data de vencimento e de pagamento de juros das obrigações para qualquer data futura (desde que seja uma data de pagamento de juros) até à data de vencimento das obrigações (8 de Julho de 2031) sem qualquer penalização”.

No entanto, num comunicado mais recente, de 11 de julho, o grupo informou que este ponto tinha sido retirado, na sequência de um requerimento apresentado pelo Conselho de Administração da sociedade, ficando apenas para discussão o alargamento do prazo de pagamento por um ano.

Alguns dias antes, no dia 04 de julho, a Orey Antunes tinha informado o mercado de que a data da reunião magna tinha sido adiada para dia 22 de julho, visto que “o número de certificados comprovativos da qualidade de obrigacionistas recebidos pelo presidente da mesa, até ao termo do prazo previsto na convocatória da assembleia-geral de obrigacionistas publicada em 13 de junho de 2019, não é suficiente para perfazer a percentagem exigida para o quórum constitutivo da assembleia-geral de obrigacionistas, em primeira convocação”, que estava marcada para 06 de julho.

O grupo tem passado por dificuldades financeiras, que o levaram inclusivamente a adiar a apresentação se resultados referentes a 2018, em comunicado divulgado no início de julho.

O grupo acabaria por publicar um relatório não auditado no passado dia 11 de julho, com um prejuízo, atribuível aos detentores de capital, de 9,57 milhões de euros, um agravamento de 368% face a 2017.

A empresa destacou, no entanto, que o resultado líquido das atividades em continuação foi positivo em 2,5 milhões de euros, uma redução, ainda assim, de 57%, face ao ano anterior, no mesmo documento.

“O resultado líquido do exercício de 2018 fixou-se num resultado negativo de 9,57 milhões de euros, fruto do impacto das operações das unidades em descontinuação as quais tiveram, em 2018, um impacto negativo de 12,0 milhões de euros”, segundo o relatório e contas do grupo.

ALYN // CSJ

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