Os CTT desiludiram, mas ainda há esperança!

Tiago Esteves
De regresso a casa, está na hora de cumprir a minha promessa e fazer uma revisão ao sector bancário. Começo pelo título que menos se enquadra no sector, os CTT. A reacção recente do título foi uma desilusão para mim e para todos os que se regem por análise técnica, ao falhar a projecção de um fundo em V formado e activado em meados de Outubro.

O grande problema de negociar fundos em V é a falta de referências para o fazer, por não existir no padrão algo semelhante ao segundo ombro de um H&S. Neste caso, e mesmo após a activação falhada, o título não quebrou em baixa nenhuma referência de médio prazo. Conforme tinha dito na última análise, a minha zona de fuga técnica fica abaixo do mínimo relativo (que era na altura o fundo do padrão de inversão). Entre a última análise e esta, um novo mínimo acabou por se formar e o meu stop poderá agora ser movido. Não está ainda no break-even, e nem estou sequer certo que lá chegue, mas os 5,64 são agora uma referência robusta o suficiente para guiarem a negociação. A aguentar, o objectivo passará de seguida pela quebra em alta dos 6,34€. A anterior projecção deixou de ser uma referência, e por isso não poderemos fazer muito mais do que ir guiando a negociação ao ritmo dos desenvolvimentos.

No gráfico horário, é a projecção de um movimento de consolidação que anima as hostes. Com objectivo nos 6,25€, existe a expectativa de um movimento ascendente gradual e suportado. Até ver tem estado sólido, tendo a anterior resistência servido de suporte à retracção da cotação. Esse pequeno suporte, nos 5,93€, tem nesta fase alguma importância. A quebrar, pode permitir o recuo da cotação para muito próximo do mínimo relativo, colocando o destino do título em cheque. A aguentar, poderá ser um incentivo à quebra da pequena resistência nos 6,08€.

Em jeito de conclusão, até ver ainda existe uma boa probabilidade de inversão da tendência de médio prazo. Não obstante, é mais importante que nunca manter horizontes abertos e bem presente a possibilidade de tal não vir a ocorrer. Os mercados são assim mesmo!

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