Ouro – Quando os timeframes entram em confronto

Tiago Esteves
Quando há uns dias atrás vi num grupo de Facebook um gráfico do Ouro o meu interesse despertou. Era um gráfico horário, e parecia querer indiciar o surgimento de um fundo arredondado. Depois de uma queda tão extensa, poderia estar a surgir ali uma oportunidade de entrada longa, na expectativa de uma reacção mais prolongada. Tinha-lhe feito um update gráfico em Outubro, e como deixei de acompanhar, não estava certo se as importante zonas-chave teriam resistido. Quando, ao olhar para os meus gráficos, me apercebi de todo o cenário, não pude deixar de me sentir um pouco desiludido. O padrão de inversão no gráfico horário estava em conflito com um padrão de continuação no gráfico semanal. O triângulo de continuação no gráfico semanal tinha mesmo quebrado em baixa , e isso poderá significar uma queda até aos 986 dólares nos próximos meses.

O que fazer nestes caso, quando dois timeframes apresentam sinais tão contraditórios? A bem do rigor, devemos valorizar o timeframe de prazo superior, subvalorizando o de timeframe inferior. Mesmo que este breakout ascendente no gráfico horário chegue à sua projecção, muito dificilmente representará uma inversão definitiva de tendência. A estes níveis, o mais correcto do ponto de vista técnico será aguardar pela extensão em forma de pullback ao triângulo do gráfico semanal, para depois shortar numa óptica de longo prazo o metal amarelo.

Caso os 1250 pontos sejam quebrados em alta, aí as coisas poderão mudar de figura. A acontecer, estaríamos perante um falso breakout descendente, o que poderia originar nova recuperação até pelo menos à zona dos 1370. Mas, para já, e com base nos dados que possuímos, teremos mesmo de acreditar que o ouro continuará nas próximas semanas em rota de aproximação à zona dos 1000 dólares.

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