Pharol – E depois de uma subida superior a 100%, o que se pode esperar?

Tiago Esteves
A Pharol tem surpreendido grandemente nos últimos dois meses, pela subida acumulada que atingiu já os 140% desde mínimos. Não posso dizer, contudo, que pessoalmente esteja totalmente surpreendido. Esta subida ocorreu em parte devido a um violento short squeeze que saiu de controlo. Significa isso que os investidores que estavam apostados na queda dos títulos tiveram de encerrar as posições de forma compulsiva devido à falta de margem à medida que a subida se ia acentuando. E só agora, neste último mês, a situação acalmou. Apesar de o início do movimento, tanto na Oi como na Pharol, ter sido iniciado por notícias laivadas de esperança, não está de todo afastado o cenário crítico na Oi. E, enquanto assim for, espera-se que a volatilidade continue em máximos.

Tecnicamente, a verdade é que o título fez um fundo em V e pode em teoria continuar a crescer até à zona dos 30 cêntimos. Pessoalmente acho que é um target de tal forma arrojado que olharia para ele com moderado optimismo. Esquecendo por momentos toda a parte fundamental e olhando apenas para a parte técnica, existe apenas um factor de preocupação no gráfico: o volume. O volume foi de tal forma descendente no decorrer daquela subida frenética, que apenas reforça a minha teoria de short squeeze. E, se assim for, o mais provável é que regressemos às quedas a breve trecho. Importa nesta fase olhar atentamente para o suporte de referência, que se situa nos 16,5 cêntimos. A ser comprometido em baixa, poderá gerar muitos problemas a quem estiver longo. Aos que quiserem entrar curtos, que me parece uma boa opção caso surjam novamente sinais de fraqueza, ponderem a utilização de warrants ou opções. Dada a volatilidade intrínseca associada a este título, uma entrada via CFD poderá ser mais arriscada. A entrar-se com CFD’s, atenção à alavancagem excessiva.

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