Pharol quebra suporte e continua a mergulhar

Tiago Esteves

Após a última análise à Pharol, onde o bom momento técnico desrespeitava os fracos fundamentais, esse bom momento cessou com a quebra em baixa da linha de tendência de curto prazo. É um dos riscos de se ter uma linha de tendência demasiado angulada, o movimento é tão insustentável que acaba por gerar uma reacção em sentido contrário. A ajudar ao movimento descendente tivemos um padrão de inversão top, activado com a quebra em baixa dos 42,5 cêntimos. Actualmente, o movimento descendente vai acelerando, abrandando apenas esporadicamente para formar consolidações (que, diga-se, não são as mais belas de um ponto de vista técnico por não apresentarem a linearidade que gostaria de ver nelas). Com o suporte dos 29,9 cêntimos ultrapassado em baixa sem o mínimo esforço, onde se pode esperar que este “título” abrande? É difícil prever, mas nunca é demais repetir que um investimento na Pharol é do mais especulativo que se pode fazer em Portugal. Seja no sentido ascendente ou descendente, os movimentos são tão alavancados que é necessário ter a máxima prudência.

Até ver, o título está melhor de negociar via short, tendo para já como referência de negociação o topo da vela de ontem. Apesar de ainda ser relativamente recente, o mínimo relativo marcado pela mesma serve de referência de negociação de curto prazo. Em termos de suportes mais relevantes, temos ainda os 23,8 cêntimos. Mas, ou muito me engano, ou é bem possível que seja tão respeitado como o foi o anterior. Imrta recordar a velha máxima que defende que “em bull markets não há resistências e em bear markets não há suportes”. E se o PSI20 ainda pode considerar-se em bull market, tanto a Pharol como a Oi podem  considerar-se em bear mode.

 

 

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