Embraer agrava prejuízo para 35,8 milhões de euros no primeiro trimestre do ano

Agência Lusa

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A Embraer registou um prejuízo de 160,8 milhões de reais (35,8 milhões de euros) no primeiro trimestre, face a perdas de 130,4 milhões de reais no período homólogo, anunciou a fabricante de aeronaves brasileira.

Segundo o balanço divulgado pela empresa, o prejuízo ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) foi de 229,9 milhões de reais (51,2 milhões de euros) no período, face a uma perda de 208,9 milhões de reais (46,5 milhões de euros) registada no primeiro trimestre de 2018.

O EBITDA (sigla em inglês usada para determinar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Embraer foi de 120,3 milhões de reais (26,7 milhões de euros) de janeiro a março deste ano, resultado que representa um recuo de 32% na comparação com o mesmo período de 2018.

A dívida da Embraer subiu para 4,3 mil milhões de reais (960 milhões de euros) no final do primeiro trimestre, que compara com 1,7 mil milhões de reais (380 milhões de euros) ao final de 2018.

A fabricante de aeronaves brasileira também informou que, de janeiro a março, entregou 11 aeronaves comerciais e 11 executivas (oito jatos leves e três grandes) e que a sua carteira de pedidos firmes atingiu os 16 mil milhões de reais (3,5 mil milhões de euros), considerando-se todas as entregas, assim como os pedidos firmes ocorridos no período.

A empresa também destacou que os acionistas aprovaram a proposta de parceria estratégica entre a Boeing e a Embraer durante a assembleia-geral extraordinária realizada em 26 de fevereiro de 2019.

Na reunião de acionistas, 96,8% de todos os votos válidos foram a favor da operação, com a participação de 67% das ações em circulação.

A Embraer mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, com 65% do capital, em Alverca.

CYR // MSF

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