Portugal também é “crescentemente importante” para França

Agência Lusa

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou hoje, em Paris, que Portugal também é “crescentemente importante” para França em termos de trocas comerciais.

As declarações foram feitas à margem do salão ‘Global Industrie’, que decorre até sexta-feira no Parque de Exposições de Paris-Nord Villepinte e que conta com cerca de 90 empresas em quatro feiras industriais: Midest, Industrie, Tolexpo e SmartIndustries.

Precisando que, no ano passado, “Portugal exportou para França em bens e serviços mais de 11 mil milhões de euros” e que a França é o segundo cliente de bens e o primeiro cliente de serviços, Augusto Santos Silva sublinhou a importância crescente de Portugal para França.

“Também queria chamar a atenção para um elemento que, às vezes, é pouco pontuado. Portugal também está no top 20 da França quer do ponto de vista dos clientes quer do ponto de vista dos fornecedores. Isto é, não é só a França que é importante para nós, nós também somos crescentemente importantes para França”, declarou.

Na Midest, que o ministro classificou como “a principal feira europeia no domínio da subcontratação industrial”, há cerca de 80 empresas lusas, o que faz de Portugal “o país mais representado, a seguir à própria França”.

“Isto diz tudo da pujança deste setor e da importância da internacionalização para este setor”, considerou, sublinhando que “todo este setor, das máquinas e aparelhos, é o primeiro setor de exportação de bens para Portugal e, no conjunto das exportações, incluindo também os serviços, é logo o segundo a seguir ao turismo”.

Santos Silva sublinhou, ainda, que o setor “tem subido muito na cadeia de valor internacional”, ou seja, “as empresas portuguesas cada vez fornecem mais componentes, partes, estruturas, cada vez com mais incorporação tecnológica e com mais serviço acoplado”.

“É preciso também ter em conta a importância que este setor tem para a indústria transformadora portuguesa. Um em cada quatro trabalhadores da indústria transformadora portuguesa trabalha na indústria metalomecânica e entre um quinto ou um quarto das empresas industriais portuguesas também estão neste setor”, acrescentou.

O governante destacou que “o emprego aumentou” e que, neste momento, “há cerca de 170.000 pessoas empregadas no setor” e disse estar “seguro que em 2017 e 2018 essa tendência se vai manter, senão reforçar”, explicando que, na visita aos stands da feira, os empresários lhe deram conta que precisam “aumentar a capacidade de produção” e a mão-de-obra.

Augusto Santos Silva indicou que o setor “exportou no ano passado exportou mais de 16 mil milhões de euros para praticamente todo o mundo”, ainda que “a França seja o primeiro mercado para o segmento específico da subcontratação industrial”.

CAYB // JNM

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