Prazo para credores da Oi exercerem preferência em aumento de capital arranca hoje

Agência Lusa

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O prazo para os credores da operadora brasileira Oi exercerem direito de preferência sobre as ações emitidas no âmbito da operação de aumento de capital, num máximo de 2,8 mil milhões de euros, arranca hoje, durando um mês.

De acordo com a operadora brasileira, este aumento de capital – aprovado no âmbito do Plano de Recuperação Judicial aprovado em dezembro passado em assembleia-geral no Rio de Janeiro – será realizado através da emissão de entre 1.039.868.479 a 1.756.054.163 novas ações, a um preço de sete reais (1,60 euros) por ação, com o montante total da capitalização de créditos a ser de, no mínimo, 7.279.079.353,00 reais (1,6 mil milhões de euros) e de, no máximo, 12.292.379.141,00 reais (2,8 mil milhões de euros).

Assim, o direito de preferência deverá ser exercido num prazo de 30 dias contados a partir de hoje, ou seja, até 16 de julho de 2018 (inclusive), tendo em conta as ações emitidas até esta data.

Em meados de abril, o diretor financeiro da Oi, Carlos Brandão, disse numa conferência telefónica com acionistas sobre os resultados do ano passado que pretendia concretizar este aumento de capital até junho.

O responsável precisou que as “duas etapas principais que separam a Oi” do aumento de capital são “o reconhecimento do plano de recuperação judicial da companhia nas subsidiárias”, o que aconteceu no início deste mês, e a “conversão da dívida em ações”.

E “estarão concluídas ainda no primeiro semestre”, estimou Carlos Brandão na ocasião, referindo que o aumento de capital deveria rondar os quatro mil milhões de reais (956 milhões de euros).

A Oi está num processo de recuperação judicial desde 2016 com o objetivo de reduzir o passivo da empresa, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (cerca de 16 mil milhões de euros).

O Plano de Recuperação Judicial propõe-se a reduzir o passivo da empresa, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a companhia.

A portuguesa Pharol é acionista de referência da Oi, com 27% das ações, percentagem que deverá descer com a conversão de créditos.

A Pharol tem vindo a mostrar-se contra este Plano de Recuperação Judicial.

A operadora brasileira esteve num processo de fusão com a Portugal Telecom, que nunca se concretizou.

No ano passado o prejuízo atribuído aos acionistas da Oi recuou dos 8,0 mil milhões de reais (1,9 mil milhões de euros) de 2016 para 6,4 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros).

ANE // MSF

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