Preço das casas em Portugal sobe 14,8% no 2.º trimestre em termos homólogos

Agência Lusa

Agência Lusa

, Notícias

O preço de venda das casas em Portugal Continental aumentou 14,8% no segundo trimestre em termos homólogos e subiu 3,9% face ao trimestre anterior, revelou hoje a Confidencial Imobiliário.

“A subida homóloga agora apresentada está em linha com o ritmo de valorização do mercado observado ao longo dos últimos dois anos (desde julho de 2017), quase sempre em torno dos 15%”, refere a Confidencial Imobiliário em comunicado, lembrando que em termos trimestrais, “a tendência é também de estabilização no ritmo da subida, com as variações a manterem-se entre 3% e 4% desde meados de 2017, igualmente o ciclo de maior valorização em cadeia desde 2007”.

O Índice de Preços Residenciais elaborado pela Confidencial Imobiliário é calculado a partir dos preços efetivos de transação, sendo que este indicador acompanha a evolução da valorização da habitação no país.

Os últimos dois anos marcam a “recuperação definitiva” do mercado residencial, pois assinalam “um percurso de forte crescimento dos preços”, em que a subida superaria, pela primeira vez em dez anos, os 10%, lê-se ainda no comunicado.

A variação homóloga mais elevada neste ciclo de subida dos preços de venda das casas registou-se no final de 2018 (outubro e novembro), com aumentos superiores a 17%.

O diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, alertou para o facto de “não obstante o mercado manter uma forte valorização, os níveis de preço entretanto atingidos parecem estar a refrear as expectativas dos operadores, que se mostram cada vez mais cautelosos quanto à evolução dos preços”.

“O próprio mercado está a reagir a esta tendência de valorização, com o lançamento robusto de nova oferta”, disse o responsável, adiantando que “são cerca de 93 mil novos fogos em ‘pipeline’ desde 2017”.

Trata-se de um volume que é encarado pelos agentes imobiliários como “uma importante resposta para estabilizar a subida de preços, tendo o potencial para resolver a pressão da procura e a falta de oferta no mercado”, salientou o responsável.

JS // JNM

Lusa/Fim

Deixe uma resposta