Presidente da bolsa defende incentivos fiscais em investimento no mercado de capitais

Agência Lusa

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O presidente da bolsa de Lisboa defendeu hoje incentivos fiscais para aumentar o investimento em ativos de risco do mercado de capitais que funcionam como poupança de longo prazo e disse esperar a entrada este ano de novas empresas em bolsa.

“Gostaríamos de ter IPO [sigla em inglês para novas entradas de empresas em bolsa] este ano, é a expectativa que temos”, disse hoje Paulo Rodrigues da Silva na conferência Via Bolsa 2018, em Lisboa.

O presidente da Euronext Lisboa afirmou ainda que espera que este ano novos instrumentos possam ser adicionados à bolsa, como a cotação de fundos de ativos imobiliários.

Paulo Rodrigues da Silva falou ainda do facto de a bolsa portuguesa ter vindo a perder empresas cotadas nos últimos anos (o índice PSI20 tem atualmente apenas 18 empresas e desde 2000 já saíram 11 empresas do principal índice da bolsa portuguesa), considerando que são cada vez menos as “médias e grandes empresas com base em Portugal”, pelo que a bolsa espelha essa realidade.

O responsável pela gestora da bolsa portuguesa, que pertence ao grupo Euronext, considerou necessário desenvolver o mercado de capitais português para que este seja “uma alternativa de financiamento à economia real” e defendeu que haja incentivos em Portugal para que as pessoas estejam mais dispostas a investir parte das suas poupanças nestes instrumentos de poupança de longo prazo com risco, como fundos de investimento ou fundos de pensões.

“As pessoas reagem a incentivos e o preço é primeiro incentivo”, afirmou, referindo-se, entre outros, a incentivos fiscais.

O presidente da bolsa recordou os casos de França ou Inglaterra, onde há incentivos à aplicação de poupanças nestes produtos.

O grupo Euronext é o gestor das bolsas de Paris, Amesterdão, Bruxelas, Londres e Lisboa. Em 2017, teve lucros de 241,3 milhões de euros, mais 22,5% face a 2016.

A Euronext emprega cerca de 170 pessoas em Portugal, a maior parte no Porto, onde tem a Interbolsa (que faz a gestão dos sistemas liquidação, custódia e compensação de valores mobiliários) e o centro tecnológico (incluindo cibersegurança).

IM // CSJ

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