Presidente do BCP diz que custos são uma “preocupação”

Agência Lusa

O presidente do BCP, Miguel Maya, disse hoje que os custos são “uma preocupação” e que o banco tem de continuar a manter a eficiência, justificando despesas com a transformação digital.

“[Os custos recorrentes] são uma preocupação. Aumentámos 164 pessoas desde o início do ano, é normal que quando estamos a reforçar haja aumento dos custos recorrentes, quando fazemos transformação para o digital”, afirmou.

Maya referiu que é “a incorporação tecnológica que permite mais eficiência e libertar mais espaço para maior valor acrescentado”, pelo que o banco tem feito contratações para áreas onde quer inovar e precisa de funcionários adequados, caso de tecnologia e digitalização de serviços.

Em simultâneo, prossegue a saída de trabalhadores, que contudo Maya não quis quantificar, referindo que o banco avalia permanentemente as áreas de negócio e as necessidades de ter mais ou menos pessoas em cada.

Nos primeiros nove meses deste ano, os custos do BCP aumentaram 12,3% para 847,3 milhões de euros, valores em que se incluem custos não habituais de 39,3 milhões de euros, dos quais 12 milhões de euros de custos de reestruturação em Portugal.

O BCP tinha 7.259 trabalhadores em Portugal em setembro, mais 164 do que em dezembro de 2018. Já face a junho houve uma redução de cinco pessoas.

Quanto a agências em Portugal, eram 526 em setembro, menos 20 face a final de 2018.

Questionado sobre o fecho de balcões, Maya disse que não há uma estratégia definida e que é feita uma avaliação caso a caso.

“Não é [dizer] vamos fechar sucursais. Qualquer gestor tem de perceber que postos mantemos abertos, que postos fechamos, tem que ver com a rendibilidade. Todos os meses analisamos a rendibilidade” de cada agência, referiu, dizendo que enquanto umas fecham há outras que têm sido abertas.

O BCP tinha em setembro um rácio ‘cost-to-income’ (despesas face a receitas, rácio que avalia a eficiência) de 49% (46% sme custos não habituais), tendo como objetivo chegar a 2020 com um rácio de 40%.

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Lusa/fim

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