Principais bancos dos EUA com lucros recorde graças aos cortes de impostos

Agência Lusa

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Os seis principais bancos dos EUA tiveram lucros recorde, ou próximo disso, no primeiro trimestre, e podem agradecê-lo ao presidente norte-americano.

Enquanto as taxas de juro mais elevadas permitem que os bancos ganhem mais com os seus empréstimos, o principal impulso para os resultados veio dos milhares de milhões de dólares poupados com a nova lei fiscal assinada por Donald Trump em dezembro.

Em conjunto, os seis bancos pouparam pelo menos 3,59 mil milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros), segundo as estimativas da Associated Press.

Os principais bancos cotados em bolsa – JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America – dão o pontapé de saída habitual na época dos resultados. Os relatórios do trimestre Janeiro–Março estão a dar aos investidores as primeiras pistas sobre os efeitos que a nova legislação fiscal está a ter nas empresas dos EUA.

Antes das mudanças na legislação fiscal, o limite máximo do imposto sobre o lucro das empresas era 35%, excluindo o que as empresas pagavam em taxas estaduais.

Historicamente, os bancos pagam algumas das maiores taxas entre as principais indústrias, devido ao seu modelo de negócio centrado nos EUA.

Antes dos cortes nos impostos pretendidos e conseguidos por Donald Trump, estes bancos pagavam entre 28% e 31% dos seus lucros todos os anos em impostos.

Os resultados divulgados ao longo da última semana mostram o quão profundamente estas taxas caíram.

O JPMorgan Chase revelou que pagou uma taxa de 18,3% no primeiro trimestre, o Goldman Sachs 17,2% e o mais taxado entre os seis maiores bancos, o Citigroup, 23,7%.

Mas este é apenas o primeiro trimestre e os executivos destes bancos estimam que na totalidade do ano devem pagar algo entre 20% e 22%.

Os cálculos da AP estão em linha com os que os analistas de Wall Street previram no início do ano. Um relatório do analista da indústria bancária Mike Mayo, da Wells Fargo Securities, estimava que o conjunto dos grandes bancos norte-americanos iria poupar cerca de 19 mil milhões de dólares no conjunto do ano.

“Se houve algo significativo este trimestre para os grandes bancos que sigo, foram os impostos”, afirmou James Shanahan, analista na Edward Jones.

Os executivos bancários têm dito que a maioria das poupanças conseguidas com a descida dos impostos vai ser entregue aos acionistas, na forma de dividendos mais elevados e compra de ações próprias.

Algum do dinheiro foi para os trabalhadores com salários mais elevados e para novos investimentos.

O JPMorgan Chase anunciou pouco depois de TRump ter assinado a lei de corte dos impostos que iria abrir escritórios em Washington, Distrito de Colúmbia, Boston e Filadélfia, locais onde não tem representação. O Bank of America também anunciou uma expansão, parcialmente financiada pelos cortes nos impostos.

RN // ARA

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