Produção da Galp aumentou 21% no 2.º trimestre

Agência Lusa

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A produção de petróleo da Galp Energia aumentou no segundo trimestre do ano 21% em termos homólogos, para a qual contribuiu a entrada em operação, no ano passado, da unidade flutuante mais recente do pré-sal brasileiro.

Em comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp Energia diz que o indicador de produção líquida (‘net entitlement’) – após o pagamento de impostos em espécie aos países em que produz e que revertem integralmente para os resultados da Galp – subiu 21% para 106,7 mil barris diários de petróleo.

Por geografias, o crescimento da produção no Brasil (mais 24% para 101,4 barris) mais do que compensou a quebra registada em Angola (menos 15% para 5,3 barris), onde os campos em operação se encontram em declínio, o que deverá inverter-se com a entrada prevista, e já anunciada, de duas unidades de produção flutuantes no projeto Kaombo entre este ano e o próximo.

Segundo os dados comunicados pela Galp à CMVM, a margem conseguida com a refinação de cada barril de petróleo aumentou 6% em relação ao período homólogo e 83% face ao trimestre precedente, atingindo um valor médio de 6,1 dólares por barril, contrabalançando a redução de 5% na quantidade de matérias-primas processadas.

A produção do aparelho refinador e as vendas regressaram aos valores normais depois de uma paragem programada para manutenção do hydrocracker no primeiro trimestre, que afetou os números dos primeiros três meses do ano.

Também a área de Gás e Eletricidade registou uma recuperação assinalável das vendas em todos os segmentos

Um dos indicadores macroeconómicos mais relevantes para as contas da Galp, que serão divulgadas ao mercado dentro de duas semanas, é a evolução da cotação do petróleo (Brent), que dita o preço a que os barris produzidos são colocados no mercado.

De acordo com os dados comunicados à CMVM, as cotações médias do brent aumentaram 50% para os 74,4 dólares no segundo trimestre do ano face ao mesmo período de 2017.

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