PSI-20 – Análise Semanal

Tiago Esteves
O PSI-20 foi o vencedor da sondagem semanal, dando uma goleada às commodities! Não é de todo surpreendente, dadas as crescentes expectativas que ultimamente têm sido geradas em redor do mercado português. A bolsa parece estar a querer dar um ar da sua graça e, se assim fosse, muito teria o país a ganhar com esse factor. Não só pela tributação de impostos sob as mais valias, e semelhantes ganhos colaterais. Caso o movimento ascendente se mantivesse pelo menos até meados de 2014 teríamos certamente uma  colocação em bolsa dos CTT de grande sucesso, permitindo esse factor arrecadar provavelmente mais 100 ou 200 milhões de euros do que aconteceria numa privatização por venda directa. Haja sucesso nesta colocação em bolsa e mais seguirão esta via! Assim de repente vem-me à memória o nome da TAP… talvez por tantas vezes ter defendido que a OPV seria a melhor solução para a empresa, para os contribuintes e para o estado…

Depois de uma subida de 45% em relativamente pouco tempo, a inversão de
12% nos 6355 pontos originou uma dor de cabeça em forma de resistência,
que teima em perdurar. Apesar de termos atingido na passada semana novo
máximo relativo, nos 6416 pontos, não podemos considerar ainda que a
difícil resistência tenha sido superada. Será necessário novo ataque e
uma convincente quebra em alta para se poder assinalar em definitivo a
passagem de bear para bull market.

Pode assim considerar-se que tecnicamente o PSI está em lateralização desde o início deste ano. Esta lateralização deve-se em muito a apenas dois dos seus constituíntes, a PT e a Jerónimo Martins. Se não há grandes dúvidas em assinalar que títulos como a EDP, a Altri, o BPI, Mota-Engil e afins estão em claro bull mode, estes dois pesos-pesados continuam a levantar
fortes suspeitas aos investidores e isso tem prejudicado uma subida mais
consistente do índice. E se em relação à PT estou neutro e expectante, em relação à Jerónimo Martins estou claramente negativista.

Voltando ao índice, o que poderemos esperar do curto-médio prazo? Depois de nove velas verdes, algo que já não era visto há vários anos, a actual correcção tem tanto de normal como de salutar. Não era expectável que a resistência quebrasse em definitivo à primeira tentativa… O mesmo já não se espera de uma segunda tentativa, que poderá chegar em breve. A consolidação triangular que esteve na origem do ataque à resistência deverá agora servir de suporte à correcção, relançando novo ataque ascendente. Por definição o vértice das consolidações triangulares serve normalmente de suporte/resistência, devido ao congestionamento que geralmente existe nessas zonas. Assim, acredito que o padrão impeça maiores quedas, sendo provável que a inversão se dê antes dos 6000 pontos.

Caso esta zona não resista e a correcção se intensifique poderão regressar as dúvidas e a incerteza, o que poderia despoletar uma visita à zona dos 5600 pontos. Mas esse é um cenário que é ainda demasiado hipotético para ser considerado. Para já, tudo aponta para que as cotações continuem a subir!

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