Comment List

  • Anónimo 30 / 05 / 2014 Reply

    Boas Tiago
    A tua leitura para esta semana que se adivinha está realista, dificilmente não será assim…
    Acredito que a semana vai começar muito mal, e acabe um pouco melhor, não deixando de ser uma semana de perdas. E tal como tu espero estar errado, seria bom para a minha carteira também.
    Cumprimentos
    Bruno Patinha da Costa

  • Bom dia.
    A análise de hoje é assustadora pois da última vez que o TC se pronunciou sobre medidas que inconstitucionais em Dezembro do ano anterior, o Tiago descansou-nos a todos ao afirmar que os cortes não teriam grande impacto, e o dia seguinte, apesar de uma ligeira quebra no início do dia, acabou por se materializar num movimento ascendente tendo inclusivamente sido o dia em que o BCP quebrou em alta os 0,16. Agora o cenário é outro e a conjuntura também pelo que, embora não o diga explicitamente, está mais inclinado para a hipótese de uma correcção mais pesada.
    Relativamente ao TC é bom não esquecer algum pontos que estão na base destas querelas:
    1. É manifestamente um órgão político uma vez que os seus membros são indicados pelos partidos mais votados da assembleia da república. Logo não estamos a falar de um conselho superior de magistratura, nem sequer de um conjunto de sábios, mas antes de um conjunto de pessoas em que muitas delas têm agendas próprias.
    2. Independentemente da sua qualidade, a constituição nunca foi adaptada à perda de soberania que constituiu a alienação da moeda própria em prol de uma moeda supranacional. Independentemente das questões subjectivas, o TC tem de trabalhar com base na constituição que existe.
    3. Não se compreende com é que o Governo que tem acesso a serviços de consultadoria para tudo e mais alguma coisa, pagos a peso de ouro pelo contribuinte, não recorra a eles para evitar este tipo de situações, ou em alternativa não abra canais de comunicação com o TC antes de formalizar medidas que levantem dúvidas em termos constitucionais.
    Daqui se deduz da necessidade de adaptar a constituição à nova ordem europeia e mundial, sem perder a principais conquistas de Abril. O TC deveria ser um órgão da fina flor da magistratura e não um «saco de gatos» nomeados segundo as lógicas partidocráticas. Só assim se poderia pensar em reformas estruturais que permitissem, por um lado, gerir eficazmente a coisa pública e, por outro, conseguir assim atrair investimento estrangeiro. O que vai acontecer é simples, como nada do escrito vai ser realizado o caminho é o mesmo de sempre, aumentam-se impostos, no caso específico duvido que o IVA não suba até aos 25% para colmatar os cortes do TC. E assim vai a República Portuguesa…

    Bom fim-de-semana,

  • Daniel Pires 31 / 05 / 2014 Reply

    Muito Bom Post Tiago

    Em medio prazo tambem acredito que o PSI venha a testar o suporte dos 6700 pontos, mas espero que só se fique por ai ou se nao podera activar um super ombro cabeça ombros.

    Actualmente esta a fazer uma formação de bandeira numa resistencia importante pelo que esta semana será importante na definição do sentido a medio prazo…

    Nesta semana estou com duvidas o que vai acontecer com as acções devido ao chumbo do TC, se olhar para alguma oportunidade só o fazei depois dos mercados norte americanos abrirem para ver a verdadeira reacção dos mercados…

    Fora analise tecnica:

    Quanto ao buraco dos 1250 M € o Estado Portugues tem uma almofada de 900 M€ pelo que acredito que o aumento do iva para 23.25 e o aumento dos descontos da segurança social poderão cobrir este chumbo…(estrategia politica)

    Na politica nem tudo é preto e branco, algumas vezes é cinzento outra vezes tem cores a mistura…

    Se 2015 é um ano de eleições, porque é que o governo tem a almofada de 900M€ e fez o aumento do iva para 23.25 e segurança social, para servem politicamente este aumento de impostos? Nao seria para cobrir o suposto chumbo do TC?

    Indepedentemente se o TC tem razao ou não os mercados nao gostam de incertezas…

    Alea jacta est

  • FilipeBS 01 / 06 / 2014 Reply

    Olá Tiago.

    Parabéns por mais estes vídeos sobre os índices. São excelentes para termos uma visão abrangente. A negociação de títulos individuais não deve fazer-se com desconhecimento do que se passa de forma mais agregada.

    Como já foi dito por outros comentadores, o TC é um órgão meramente político. É muito difícil fazer acreditar que os juízes se guiam simples e objectivamente pelo cumprimento do texto da CRP. CRP essa que, além de muito desactualizada, é bastante genérica nos seus princípios e permite todo o tipo de interpretações. Sendo assim, creio que as decisões dos juízes são essencialmente determinadas por factores políticos e ideológicos e até mesmo de interesses pessoais. Já vimos esses senhores deciderem em causa própria (e.x. questão das pensões). Desde logo, a CRP devia cingir-se a questões de regime e de direitos e deveres genéricos, e deixar as opções políticas e económicas para os partidos e os cidadãos (que exercem as suas escolhas através do voto).

    Enquanto a CRP não for verdadeiramente reformada — e isso é uma tarefa quase impossível tendo em conta o nível de populismo em Portugal e a estrutura partidária existente — o país não se poderá adaptar aos desafios actuais e futuros. Enquanto tivermos esta constituição, qualquer governo reformador não-socialista, não estatista, estará praticamente condenado a não poder fazer nada de relevante. É muito muito triste, mas vemos muitos políticos procurarem vender a ideia de que o facto da CRP garantir certos direitos, isso pode ser conferido quer haja quer não haja recursos.

    Sem reformas, com o declínio demográfico (menos nascimentos, mais idosos, emigração em massa), e a insustentabilidade de dívida sempre em crescendo, não serão precisos muitos anos até que tenhamos de chamar o FMI para novo resgate. Era bom que, por essa altura, o FMI condicionasse o resgate a uma reforma na CRP, já que sozinhos não somos capazes de o fazer…

    Quanto ao PSI, estejamos preparados para alguns zig-zags no curto e médio prazos, mas só espero que os 6400 não quebrem em baixa…

    Filipe

Deixe uma resposta