Psicologia por detrás dos suportes/resistências e das linhas de tendência (Parte II)

Tiago Esteves

Tiago Esteves

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No que diz respeito às
linhas de tendência, elas não funcionam da mesma forma. Estas linhas são, como
o próprio nome deixa adivinhar, indicadores de tendência, que acompanham o
crescimento tendencialmente exponencial de um título ao longo do tempo. A razão
de ser da sua existência é ainda obscura, não havendo uma explicação consensual
para uma evolução tão linear ao longo de meses e, em alguns casos, anos.
Na minha opinião, o
desenvolvimento por “auto-profecia” não deve ser colocado de parte.
Quando alguém faz uma
entrada com base numa linha de tendência fá-lo porque provavelmente viu num
gráfico que houve uma reacção a essa linha. Tal como determinadas médias
móveis, que são historicamente vistas como referências de tendência, as linhas
de tendência também funcionam melhor nos mercados em que uma maior percentagem
de investidores se baseia em indicadores técnicos para tomar as suas decisões.
De cada vez que uma linha
de tendência é detectada, mais investidores olham para ela como uma referência
futura. Não só uma referência de tendência mas também uma referência de
entrada/saída. E à medida que uma linha de tendência ganha consistência através
de toques com reacção, mais investidores têm oportunidade de a descobrir,
aumentando o número de pessoas que ficará expectante ao seu desenvolvimento e,
consequentemente, aumentando também o número de novas ordens disponíveis sempre
que exista uma aproximação.
E para ser uma linha
tecnicamente considerável tem também de ser minimamente óbvia. Se for “arrancada”
com muita arte e ginástica, sendo apenas percepcionada por quem a desenhou,
todo o mecanismo que a envolve ficará neutralizado.
 Parece-me de extrema importância que se
compreenda em que se baseiam os principais indicadores técnicos. É essa
compreensão do mercado e dos seus “sinais e sintomas” que nos vai permitir
ajustar ordens e movimentos à constante mutação da realidade económica e financeira
em que negociamos.

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