Qual o plano da Google por detrás da compra da HTC?

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A paisagem tecnológica está repleta de tentativas fracassadas para recuperar o atraso no iPhone. Incluem a aquisição falhada da Nokia de US$70 mil milhões pela Microsoft e do telefone Fire da Amazon. A Google pagou US$ 12,5 mil milhões pela Motorola Mobility, antes de vendê-la novamente há dois anos – embora tenha mantido a maioria do seu valioso portfólio de patentes, a verdadeira razão para a sua aquisição.

 

Com o pagamento de US $ 1.100 milhões à HTC, fabricante de telemóveis em dificuldades, a Google procura duplicar a tentativa de mostrar que o monopólio dos smartphones topo de gama não precisará de permanecer no duopólio Apple/Samsung. No entanto, o acordo deixou os observadores da indústria pensativos sobre a compra da Google e o que revelará sobre as ambições da companhia.

Este grupo desempenhou um papel relevante no desenvolvimento dos smartphones Nexus da Google. Com o lançamento no ano passado do Pixel pela Google, e a criação do seu próprio hardware, a Google afirma que assumiu a liderança no desenvolvimento dos próprios aparelhos – consignando supostamente a HTC como fabricante de baixa margem. Contudo, esta aquisição mostra que a HTC desempenha um papel fundamental neste complexo enredo.

Por si só, o acordo da HTC não é um “virar de jogo”, diz Carolina Milanesi, analista na Creative Strategies. A verdadeira pergunta é se a Google está preparada para realizar um marketing mais agressivo para distribuir o telefone- algo que exigiria um investimento maior, acrescenta.

 

“Se a Samsung falhar, não existe outra marca capaz de competir com a Apple”, diz Geoff Blaber, analista da CCS Insight. A Google “tem que assumir o controlo do Android ao mais alto nível”.

  

O acordo com a HTC ajudará a Google a completar as suas capacidades – mais ainda não revelou uma prova final da extensão das suas ambições.

Fonte: Financial Times

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