Quiksilver e uma lição de Money Management

Tiago Esteves
Deixo hoje o gráfico de uma cotada que tenho debaixo de olho há já algum tempo na expectativa de abrir um short. Apresenta um H&S de inversão bem definido (a que falta em alguns pontos a correspondência do volume, mas não se pode querer tudo) e que poderá representar uma queda de pelo menos 30% face à neckline. O maior “problema” que a Quiksilver apresenta neste momento em termos gráficos tem a ver com a relação existente entre o potencial de ganho e o potencial de perda. Se uma vinda à neckline poderia representar actualmente uma relação perda/ganho de 1/1,5 (o mínimo aceitável em termos de gestão de risco), a abertura de uma posição curta aos actuais valores representaria um potencial de perda/ganho de 2/1.

Trouxe este exemplo para apresentar uma importante lição em termos de gestão de risco: Mesmo que a análise técnica nos diga para comprar, mesmo que o quadro pareça pintado pelo Picasso, temos de avaliar se o potencial de risco é atractivo face à possibilidade de as coisas correrem menos bem. O objectivo de qualquer trader que se preze deverá ser a preservação do capital e isso significa inúmeras vezes tirar o dedo do gatilho quando o nosso instinto nos diz para disparar…

A reter: O mercado está cheio de excelentes traders falidos!

Comment List

  • Paulo 06 / 09 / 2013 Reply

    Como é calculado o rácio potencial de perda/ganho? É subjectivo ou tem algum cálculo estatístico por trás?

  • Tiago Esteves 06 / 09 / 2013 Reply

    Olá Paulo,
    O cálculo é bastante simples. Pegamos no target estimado, na zona de stop e calculamos a relação entre ambos. Se tivermos uma perda potencial de 10% e um ganho potencial de 20% teremos uma relação entre perda e ganho de 1/2, ou seja, um rácio de 0,5. Quanto menor esse valor, melhor. O máximo que eu aceito negociar é geralmente 0,7.

Deixe uma resposta