Portuguesa Raize prepara entrada em bolsa em 2018

Agência Lusa

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A empresa portuguesa Raize, que gere uma plataforma de empréstimos a micro e pequenas empresas, está a preparar a entrada em bolsa em 2018, anunciou em comunicado de imprensa.

“O objetivo é abrir a plataforma a mais investidores nacionais e aumentar a capacidade de investimento nas empresas portuguesas”, lê-se na informação enviada às redações pela Raize, em que acrescenta ter já iniciado contactos junto da Euronext Lisbon, a gestora da bolsa portuguesa, nesse sentido.

A Raize é uma ‘fintech’ (empresa tecnológica de serviços financeiros) que gere uma plataforma em que “as pessoas emprestam diretamente às empresas portuguesas”, sendo que, segundo a própria, mais de 14 mil investidores já emprestaram 10 milhões de euros.

O objetivo da entrada em bolsa é “alargar a base acionista a novos investidores nacionais”.

Atualmente, os acionistas da Raize são os seus fundadores – António Marques, Afonso Eça e José Maria Rego -, as empresas Simum, Partac e Parinama (ligadas às famílias Champalimaud e Salvador Caetano, segundo a Raize) e o empresário Luís Delgado, que, atualmente, está em negociações exclusivas para comprar revistas do grupo Impresa, na qual se inclui a Visão.

O fundador da Raize José Maria Rego considerou hoje, em comunicado, que a empresa “está totalmente preparada para este novo desafio, tanto ao nível do modelo de negócio como da capacidade de cumprimento de todos os requisitos”.

A Raize cita mesmo o caso do banco BCP, considerando que foi a ida para a bolsa em 1987 que “ajudou a que o banco se tornasse hoje no maior banco privado português”.

A oferta em bolsa será dirigida a investidores de retalho e institucionais e inferior a cinco milhões de euros.

Já Afonso Eça considerou, na mesma informação à imprensa, que a entrada em bolsa (através de um IPO – Initial Public Offering em inglês) será importante para dinamizar o mercado e capitais, que tem estado muito parado.

A Raize opera como instituição de pagamentos, supervisionada pelo Banco de Portugal.

No seu ‘site’ na Internet, a empresa explica como podem os particulares e as empresas participar nesta plataforma.

Quanto às empresas, a Raize diz que faz estudos gratuitos sobre a situação da companhia interessada em obter financiamento e que o empréstimo de investidores tem taxas a partir de 3,0% (sem garantias reais), a ser pago mensalmente.

A Raize diz que concede empréstimos “sem exigir garantias reais aos sócios e acionistas”, uma vez que acredita “que as boas empresas devem ser livres para realizar os seus investimentos” com base na sua gestão “e não no património dos sócios e acionistas”.

Já quanto aos investidores, estes podem escolher as empresas a que querem emprestar o seu dinheiro, podendo ser várias ao mesmo tempo, assim como o montante e a taxa de juro.

O montante a investir pode ser a partir de 20 euros por empresa, diz a Raize, que afirma não cobrar quaisquer comissões aos investidores.

IM // MSF

Lusa/Fim

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