Raize quer vender mais 10% do capital social após entrada em bolsa

Agência Lusa

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A Raize quer vender mais 10% do seu capital a partir de 18 de julho e por seis meses, depois de a Oferta Pública de Venda inicial (OPV) ter cumprido “todas as expectativas”, segundo um dos cofundadores da ‘fintech’.

A Raize, empresa tecnológica de serviços financeiros, atraiu mais de 1.400 investidores (todos portugueses) na Oferta Pública de Venda Inicial (OPV), que acabou por ter uma procura quase quatro vezes superior à oferta, foi hoje anunciado.

“A OPV cumpriu todas as nossas expectativas. A ideia era fazer uma operação virada para o retalho para poder alargar a nossa base acionista e, com a entrada de mais 1.400 investidores, foram cumpridos todos os objetivos a que nos tínhamos proposto”, disse Afonso Eça, um dos cofundadores da Raize, à agência Lusa.

A estrutura acionista da empresa vai manter-se “muito semelhante” em termos de proporções e não haverá alteração ao controlo da sociedade, dado que a compra de 15% do capital foi “dispersa em bolsa e em 1.400 investidores, com participações bastante reduzidas”, assegurou.

No dia 18 de julho a empresa entra em bolsa.

A Raize previa uma nova oferta de ações, de venda de 10% do capital social, depois da entrada em bolsa, uma decisão que se mantém.

“Vão estar disponíveis mais ações para venda em mercado quando começarmos a negociação no dia 18 de julho. Mantém-se tudo igual ao que estava previsto no documento informativo”, disse Afonso Eça.

Segundo o documento divulgado há um mês, a venda corresponderá a um máximo de 500 mil ações, correspondentes até 10% do respetivo capital, “pelo período de seis meses contados desde a admissão”.

O objetivo é que a empresa fique com 25% do seu capital social disperso em bolsa.

A Raize é uma ‘fintech’ (empresa tecnológica de serviços financeiros) que gere uma plataforma em que particulares emprestam diretamente às empresas, segundo a própria, tendo já sido emprestados mais de 13 milhões de euros em mais de 700 operações de empréstimos a Pequenas e Médias Empresas (PME).

Atualmente, os acionistas da Raize são os seus fundadores – Afonso Eça e José Maria Rego (administradores da empresa ambos, cada um com cerca de 30% das ações, segundo o documento informativo da oferta), António Marques (3% das ações) –, sociedades ligadas às famílias Champalimaud e Salvador Caetano e o empresário Luís Delgado, que recentemente adquiriu as revistas que pertenciam ao grupo Impresa, como a Visão.

Em 2017, a Raize teve quase 21 mil euros de prejuízos, melhor do que os quase 63 mil euros de prejuízos de 2016. A empresa tinha sete trabalhadores no final do ano passado, incluindo dois nos órgãos de gestão.

SP (IM) // CSJ

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