Receitas da Critical Software sobem 12% em 2017 para 32 M€

Agência Lusa

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O volume de negócios da Critical Software subiu 12% no ano passado, face a 2016, para 32 milhões de euros, impulsionado pelas operações internacionais no Reino Unido e Alemanha, disse à Lusa o presidente executivo, Gonçalo Quadros.

“A Critical concentrou-se nos mercados europeus por via de uma opção estratégica”, nomeadamente na indústria automóvel e energia, na Alemanha e no Reino Unido, que foram “os pilares da melhoria dos resultados” e que levaram a empresa a ter “os melhores resultados de sempre”, acrescentou o presidente executivo.

Em 2017, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 16% para 4,8 milhões de euros, representado 15% do volume de negócios.

Já o resultado operacional (EBIT) ascendeu a 3,7 milhões de euros, uma subida de 15%.

Questionado sobre se a Critical Software tem sentido alguma dificuldade no Reino Unido devido ao ‘Brexit’, Gonçalo Quadros disse que não.

“Não temos sentido nenhum tipo de impacto, temos crescido e consolidado a nossa presença no Reino Unido e não temos sentido qualquer tipo de ameaça”, afirmou, salientando que acredita que o “bom senso” vai imperar no processo do ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia).

Sobre o desempenho da Critical Software, Gonçalo Quadros faz um balanço positivo.

“Para uma empresa como a Critical, que está a fazer 20 anos, com o mundo a mudar muito, o desempenho tem sido positivo. Temos vindo a crescer dois dígitos”, disse.

Entre 2014 e 2017 “crescemos 40%”, o que demonstra que “temos sido capazes de nos alinhar com um mundo em mudança acelerada”, afirmou.

Neste período, “o nosso EBITDA mais que dobrou fruto da nossa capacidade de inovar e de gerar riqueza”, salientou Gonçalo Quadros.

O primeiro trimestre “tem corrido bem”, de acordo com o gestor, que destacou o facto de a Critical abrir quatro novos escritórios no interior do país: Évora, Tomar, Vila Real e Viseu.

“Queremos dar um exemplo da aposta no sentido oposto” ao que a maioria das empresas faz e “ajudar a reconstruir o interior”, acrescentou, salientando que estes novos escritórios vão implicar o recrutamento de profissionais.

A Critical Software também tem presença nos Estados Unidos, nomeadamente na área aeroespacial e aeronáutica, mas a aposta “continua a ser europeia”, onde está o foco estratégico da empresa.

Questionado sobre quais as expectativas para este ano, o gestor manifestou-se muito otimista.

“Este vai ser o ano do nosso maior crescimento, vamos crescer muito”, sublinhou.

Relativamente a eventuais entradas em outros mercados, Gonçalo Quadros admitiu essa possibilidade, mas neste momento não há novidades.

ALU // CSJ

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