Receitas da Vodafone Portugal sobem 2,1% no ano fiscal terminado em março para 1.030ME

Agência Lusa

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As receitas totais da Vodafone Portugal subiram 2,1% no ano fiscal terminado em março de 2019, face a igual período do ano anterior, para 1,030 mil milhões de euros, anunciou hoje a operadora de telecomunicações.

Em igual período, as receitas de serviços aumentaram 2,4% para 967,1 milhões de euros.

No último trimestre do ano fiscal, que terminou em março último, as receitas de prestação de serviços ascenderam a 236 milhões de euros, uma subida de 1,8%.

Em termos de receitas totais, estas cresceram 1,4% para 249 milhões de euros.

“Estes resultados são impulsionados pelo crescimento continuado a dois dígitos do negócio fixo, apoiado na expansão de fibra de última geração em todo o país, a qual já chega a 3,2 milhões de habitações e empresas”, indica a empresa.

A base de clientes fixa “continua a aumentar, atingindo mais de 677 mil no final de março de 2019, representando um crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior”, refere a Vodafone, que salienta que os últimos três meses do ano representaram o “14.º trimestre consecutivo de crescimento de receitas”.

Na área das comunicações fixas, o “crescimento verificado” é “bem exemplificativo do reconhecimento que os portugueses atribuem à nossa estratégia” assente “na expansão da rede de fibra suportada por construção própria, e acordos de parceria ou de ‘wholesale’, reveladores da nossa capacidade em alcançar bases de entendimento estáveis com diferentes ‘players’ do setor, promovendo uma maior eficiência do investimento, incrementando a concorrência em benefício do país que se pretende mais competitivo e inclusivo”, salienta Mário Vaz, presidente executivo da Vodafone Portugal, citado no comunicado.

No segmento móvel, a operadora atingiu os 4,7 milhões de clientes no final de março, mais 1,8% que um ano antes.

Em igual período, os clientes de quarta geração móvel (4G) ascenderam a 2,1 milhões e a penetração de ‘smartphones’ é de 77,1%.

“A inversão da tendência de quebra de clientes móveis – e da correspondente quebra de receitas – que se tem vindo a verificar nos últimos tempos no setor, e em particular na Vodafone, pelo peso expressivo que têm no mercado das telecomunicações, permitem antever o regresso do crescimento a um setor que sofreu pesadas percas de valor na última década”, refere Mário Vaz.

“Dever-se-á, porém, ter presente que a tendência mais positiva nas receitas não tem paralelo com o nível expressivo de crescimento da utilização das redes, em particular no que se refere aos dados móveis. Este ‘gap’ [diferença] entre crescimento de utilização da rede e estabilização de utilizadores e receitas no segmento móvel, coloca especiais desafios aos operadores, mas igualmente ao país”, considera.

“As potencialidades das redes atuais e da sua evolução para o 5G têm de ter correspondência no incremento da competitividade e bem-estar da sociedade portuguesa nesta fase da revolução digital que está em curso a nível global”, defendeu.

A operadora recorda que a rede 5G está agora disponível na sede da Vodafone em Lisboa para que todas as empresas e universidades parceiras do centro de inovação Vodafone Hub possam testar os sesus projetos.

“A Vodafone Portugal anunciou também a colocação de uma antena 5G na Universidade do Porto, para que os alunos possam começar a trabalhar em projetos reais de 5G”, refere.

ALU // PJA

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