Regresso ao sector das Telecomunicações – NOS em apuros

Tiago Esteves
Na última análise que tinha feito à NOS, em Novembro, alertava para a possibilidade de a importantíssima zona de suporte poder não durar eternamente. Pois bem, o espírito pragmático da realidade demonstrou de forma fria o quão correcta pode estar por vezes a teoria. O suporte quebrou, e a NOS afundou 20% num mês. No gráfico diário, o movimento descendente deu ainda espaço à criação de uma consolidação, cuja quebra em baixa originou uma projecção atingida já esta semana. Estando nós em ponto de projecção, não espantaria uma reacção em alta do título. Ainda assim, não é de todo prudente arriscar entradas longas. Já é oficial, o título entrou em bear mode. E sublinho uma vez mais que será natural dar-se mais cedo ou mais tarde uma reacção em alta, para que esta não cause surpresas. Ainda assim, entradas longas sem sinais técnicos de inversão são puro gambling.

No gráfico horário, tudo aponta para que tenhamos assistido a uma consolidação de curto prazo. Se assim for, e a confirmar-se a sua quebra em baixa, teremos um novo movimento descendente durante a próxima semana. Sendo a amplitude do movimento equivalente a 44 cêntimos, e situando-se o ponto de quebra nos 5,7€, a projecção potencial aponta para os 5,26€. Prudência, portanto, para os longos. A quebra em alta dos 5,81€ indiciará que este cenário fica inviabilizado, e a quebra em baixa do suporte nos 5,57€ ditará a derradeira confirmação. Para já, como está bem de ver, a força das probabilidades aponta no sentido descendente.

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