Sector Bancário – BCP

Tiago Esteves
A análise ao BCP levar-nos-á novamente a percorrer um cenário de esperança e incerteza. Começando pelas más notícias, a força ascendente do título não tem sido suficiente para quebrar a sequência de lower-highs que se arrasta desde Abril. São, a olho, 11 consecutivos. É incorrecto considerar que a tendência do BCP deixou de ser descendente numa óptica de médio prazo enquanto esta sequência se mantiver inalterada. Por outro lado, e ao contrário do que se passa no BPI (onde o movimento descendente tem aspecto de consolidação), neste caso tudo indica que estaremos perante um canal paralelo descendente. O número de toques nos extremos ultrapassa o que seria expectável para um padrão de consolidação… A somar a isso, temos o preço a encostar a uma zona de alguma resistência, o que pode gerar um movimento descendente.

Por outro lado, um cenário um pouco mais animador é-nos trazido pelos sinais que podem evidenciar um possível breakout. O duplo toque na resistência diagonal é um primeiro sinal evidente de força ascendente. Um segundo sinal é trazido pelo aglomerado de preço em forma de pennant, que a ser activado poderia projectar a cotação para cima das duas zonas de resistência (5,88€). Como acontece para qualquer padrão de consolidação, é de bom tom esperar que o mesmo seja activado para se poder contar com ele.

Temos, por fim, o gráfico horário. Neste timeframe, parece estar a querer formar-se um cup & handle, o que representaria um indubitável sinal de força. Será, na minha opinião, o derradeiro ponto de desempate.  Se o BCP quebrar os 5,4 cêntimos em alta, inverte o cenário de lower-highs no gráfico horário, e fica com caminho aberto para os 6,3. Em qualquer das situações, está claro de ver que, para já, o mais prudente é aguardar atentamente por novidades.

Um comentário

  • Filipe 23 / 12 / 2015 Reply

    Olá Tiago.

    Já merece um update este título. 🙂

    Votos de um bom natal.

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