Semana da Energia – Análise à EDP

Tiago Esteves
Esta semana será dedicada totalmente às cotadas energéticas, com revisões à Galp, à REN, à EDP, à EDP Renováveis e à RWE. Teremos, entretanto, na quinta-feira ao final da tarde, as análises em directo via webinário ao crude, heating oil, gasolina, e ao preço dos combustíveis. Escolhi, para o pontapé de saída nesta semana energética, analisar a EDP. 
A EDP, à semelhança da maioria dos títulos do PSI20, não tem tido uma vida fácil. Há muito que inverteu a sua tendência de alta, e receio agora que possa ter invertido o estado de lateralização em que se encontrava há ano e meio para enveredar por um ciclo descendente. Já em Novembro passado tinha alertado para a importância de se manter a zona dos 3,09€, que era (apesar das violações) ainda a zona de suporte mais importante. Não resistiu, e duvido que o actual movimento seja mais um falso breakout. Fica essa zona, por isso, agora referenciada como a zona de resistência a abater. Temos antes disso, porém, uma pequena resistência na zona dos 2,97€ que poderá impedir o título de voos mais altos. Se me pedissem para puxar da minha bola de cristal, diria que é forte a probabilidade de nos aproximarmos novamente destas zonas de resistência antes de regressarmos às quedas. Julgando o comportamento passado da EDP (de parcial desrespeito por suportes e resistências), diria inclusive que um eventual movimento de expansão tem francas possibilidades de ultrapassar a zona dos 3€ antes de inverter. Queria, contudo, deixar bem claro que para mim a mudança de ciclo nesta cotada já aconteceu. Até prova em contrário (entenda-se, que os 3,27€ sejam quebrados em alta), estou convicto de que a EDP já mergulhou em bear mode e todas as expansões devem ser aproveitadas para liquidar eventuais posições longas e/ou abrir curtas para quem o entenda dever fazer. 
No gráfico horário, tivemos uma vez mais oportunidade de assistir a um movimento perfeito do ponto de vista técnico. Padrão de inversão activado, pullback à zona de resistência quebrada, consolidação em forma de bandeira, e retracção no ponto de projecção. Dá gosto de ver. A EDP continua a comportar-se de forma mais linear no gráfico horário do que no diário, o que é algo relativamente raro em Portugal. Ora, nada disto altera o que eu disse acima, já que o diário continua a ter prevalência. A questão aqui passa por perceber quando se dará nova inversão e até onde nos poderá levar este movimento de curto prazo. Para mim, como disse atrás, existem condições para superarmos a zona dos 3€, mas não creio que a energia seja suficiente para nos levar aos 3,28€. É, por isso, importante que se continue a observar o comportamento da cotada, e que de preferência se negoceie apenas a favor da tendência de base.

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