Sentimento de Mercado (13/11) – Consolidação em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

, Actualidade
À entrada da semana passada referi que o tópico da reforma fiscal nos EUA seria um dos factores a condicionar o movimento de Wall Street nos dias seguintes, e acabou mesmo por ser o tema dominante, forçando os índices norte-americanos à sua primeira semana no vermelho depois de uma longa série de ganhos, concretamente, oito para o Dow Jones e S&P500, a mais longa dos últimos 4 anos, e seis semanas consecutivas para o Nasdaq. O cepticismo começou a instalar-se na terça-feira, após dois Democratas terem ganho a corrida a Governadores de dois Estados, colocando o partido Republicano em cautela e em modo de “agradar” aos seus votantes, o que logo por si reduziu as probabilidades da lei fiscal ser aprovada em virtude dos anticorpos que a mesma pode criar em alguns sector chave da economia e nos cidadãos que beneficiam de crédito fiscal do pagamento de suas casas. Na Quinta-feira o cepticismo materializou-se em alteração de posições, nomeadamente com a opção por fazer uma pausa no apetite pelo risco, o que instou os Bulls a retirarem alguns dos rendimentos de “cima da mesa”, isto porque a proposta de lei dos Senadores não é coincidente com a da Casa dos Representantes, apesar de ambas serem controladas pelos Republicanos. Tendo em conta que ambas têm de ser compatíveis e a demora que geralmente envolve a conciliação das mesmas, os investidores perderam grande parte da esperança na aprovação da lei até ao Thanksgiving.
Este tema deverá continuar na agenda até ao final do mês e sem outros de importância suficientemente relevante, agora que a earnings season está no seu final, poderá ser mesmo o catalisador para um período de consolidação, como tem ocorrido recorrentemente neste Bull market de 8 anos, ou seja umas 3 a 4 semanas de uma correcção ligeira e onde os Bulls aproveitam selectivamente os “fundos” para apanhar oportunidades de valorização interessante, o tempo dirá se tal se vai repetir, mas tudo indicia que assim poderá ser. A Europa acompanhou o sentimento de Wall Street e o Stoxx 600 recuou 0,4% para mínimos de duas semanas. No Forex o dia foi de novo calmo, com a particularidade do Yen não ter sido beneficiado pela procura por activos refúgio, tal como aconteceu com o seu “parceiro” o Ouro, a moeda nipónica acabou mesmo por perder -0.1% para os 113.55 versus o U.S dólar. O metal precioso cedeu ainda mais, -0,7% para os $1,275 por onça, facto que indicia uma ausência por interesse na protecção contra uma consolidação acentuada, pelo menos no curto prazo, o que reforça a opinião que referi em cima, até porque o S&P500 quebrou na componente técnica o canal ascendente em que se encontrava, o que abre espaço para uma “lateralização”, pelo menos até o stochastic sair de valores de sobre-comprado

 

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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