Sentimento de Mercado (15/12) – Reforma fiscal condiciona

Marco Silva

Marco Silva

, Actualidade
Tal como tenho vindo a referir desde que a House of Representatives nos EUA aprovou a lei de reforma fiscal, o assunto não seriam favas contadas, não obstante o Partido Republicano, que suporta Trump, ter a maioria em ambas as casas do Congresso, isto porque ao contrário de outros países como por exemplo Portugal, existe muito mais independência de voto dentro dos partidos, o que gera sempre incertezas quando as margens são reduzidas, pois existem sempre os revoltados contra o Partido, ora se no Senado, a vantagem dos Republicanos se restringe a 2 votos, não seria difícil de imaginar que o tema ainda iria dar muito que falar, até porque mesmo após a aprovação no Senado, e visto que as leis aprovadas pelas duas “casas” do Congresso serem diferentes, tem de existir uma conciliação entre ambas, para só depois poder chegar à mesa do Presidente para a sua aprovação final. Ora é na escassa margem no Senado que este processo corre sérios riscos de não passar, não apenas porque a partir de 2018 a vantagem dos Republicanos se vai reduzir para 1, mas porque a conciliação das duas propostas gera oportunidades para os senadores mais inconformados exigirem concessões. Foi isso que ocorreu ontem, com Marco Rubio a dar indícios de que não iria aprovar a lei a menos que o crédito fiscal para quem tem filhos aumentasse.
A incerteza levou a que o sector que mais tem beneficiado com a passagem da lei, o Russel 2000 e as suas pequenas e médias empresas, tivesse sofrido mais com a pressão vendedora do que os seus “irmãos” mais conhecidos, recuando -1,15% contra os -0,41% do S&P500. Ontem foi também dia da votação sobre o fim da neutralidade da internet nos EUA e num bom exemplo de comprar no rumor e vender na notícia, o sector das telecoms recuou -0.94%, contudo e apesar deste resultado, a prazo este é um dado que poderá beneficiar o grupo em termos de interesse comprador. No Forex o U.S dólar terminou quase inalterado não conseguindo aguentar a valorização adquirida durante a sessão depois das vendas a retalho terem reforçado a ideia de que a economia norte-americana vai de vento em popa. Já o Euro ressentiu-de das declarações de Mario Draghi de que a economia da zona euro ainda não está suficientemente forte para cortar com o programa de estímulos, dando igualmente a entender que a inflação estará abaixo dos objectivos nos próximos 2 anos.

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A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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