Sentimento de Mercado (18/10) – Resultados condicionam o sentimento

Marco Silva

Marco Silva

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Como era expectável os earnings voltaram ontem a dominar o sentido do movimento em Wall Street, que no final do dia terminou com num cenário misto dividido entre os máximos históricos no S&P500 e no Dow Jones ao passo que o tecnológico Nasdaq se ficou por uma desvalorização ligeira. Tudo somado, foi um dia dividido. Isto porque não obstante os resultados acima das previsões da Goldman Sachs na componente dos lucros e das receitas de trading, o certo é que a gigante do sector bancário apesar de ganhos logo no inicio da sessão não resistiu a um típico movimento de “vender nas notícias”. Isto empurrou os seus títulos para uma desvalorização de -2,61%, tendo sido a principal força negativa no índice industrial e dando o mote para a pior performance do dia do sector financeiro no ranking do S&P500. Do lado positivo estiveram a UnitedHealth, maior seguradora do sector da saúde, e a Johnson&Johnson.

  

No Forex, a sessão do U.S dólar foi condicionada pelos rumores de um possível favorecimento ao economista John Taylor para o cargo de FED chair, por parte de Trump, depois do presidente norte-americano ter, segundo a Bloomberg, ficado impressionado com o candidato à sucessão de Janet Yellen. Taylor é visto como tendo uma mentalidade mais hawkish que Yellen, ou seja, favorecendo a subida dos juros de forma mais célere. Este facto acabou por dar ânimo ao U.S dólar para um ganho de 0,2%, contra um cabaz de outras moedas. Contudo, a decisão de Trump, que deverá ocorrer no inicio de Novembro, ainda é incerta. Até porque não é clara a sua preferência sobre o caminho a seguir pelo banco central, visto que um movimento de subida de juros mais lento e gradual como o actual terá tendência a beneficiar o crescimento económico. Destaque para o recuo de -0,5% da libra inglesa para os $1.3185, depois de o governador do Banco de Inglaterra ter afirmado que está a delinear planos de contingência para a possibilidade de um Brexit “duro”, ou seja sem acordo entre o Reino Unido e a E.U.

 

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