Sentimento de Mercado (26/9) – Tecnológicas pressionam Wall Street

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Com o mercado accionista norte-americano em níveis algo generosos ou mesmo sobre-avaliados, e sem catalisadores para outro impulso ascendente rumo a novos recordes, os investidores preferiram a segurança de alguns activos refúgio. Ao mesmo tempo, executaram uma estratégia que é recorrente quando o sentimento está nesta encruzilhada entre o demasiado caro para comprar, mas sem motivos para vender. Ou seja, ontem voltou o movimento de rotação de capital. O sector que mais valorizou este ano, as tecnológicas (com destaque para as FANG), cederam algum do seu espaço a outros sectores não tão bafejados pelo interesse dos Bulls nos últimos 9 meses. Exemplos disso são a Energia e as Telecoms, que mesmo após a valorização de 1,47% e 0,86% de ontem ainda averbam perdas de -8.97% e -7.72% respectivamente.
Na Europa o dia foi ligeiramente positivo, com o Stoxx 600 a subir 0,18%, no rescaldo das eleições alemãs que resultaram num enfraquecimento da coligação que deverá levar Angela Merkel ao poder pela quarta vez consecutiva. Ao mesmo tempo, o partido anti-euro AfD conseguiu um resultado surpreendente ao conquistar 12,6% dos votos, ajudando a relegar os dois principais partidos que estão juntos na coligação que governará – a CDU e o SPD – para o seu pior resultado desde 1949. O facto de Merkel ter uma maioria menos confortável pressionou o Euro para uma queda de -0,9%, recuando para os $1.1847 contra o U.S dólar, o valor mais baixo de um mês. A continuação do ping pong da retórica entre Trump e a Coreia do Norte levou a um aumento da procura por activos refúgio, com o Ouro a valorizar 1% para os $1,310 por onça, enquanto que o Yen conseguiu resistir ao anúncio de um novo pacote de estímulos no montante de $18 biliões por parte do primeiro ministro Shinzo Abe, acabando a moeda nipónica por encerrar nos $111,7.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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