Sentimento de mercado – Bancos centrais entram em palco

Marco Silva

Marco Silva

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Depois da surpresa de sexta-feira com os non-farm payrolls, que resultou numa sessão de tendência ligeiramente bearish, os investidores decidiram ontem repetir a façanha, embora que com um pouco mais de convicção, o que atirou Wall Street para um dia de vermelho e com uma grande estabilidade de movimento, sendo que a expressividade das variações continuou muito restringida, com perdas que oscilaram entre os 0.43% no Dow Jones e os 0.78% no Nasdaq. O registo de vermelho mais carregado no índice tecnológico e em menor dimensão no S&P500 foi em grande parte devido à prestação dos títulos da Apple, que recuaram -2.06%, depois de uma casa de investimentos ter reduzido a recomendação de comprar para manter, arguindo uma deterioração do negócio nos próximos 6 a 12 meses.
Já no índice industrial foi o desempenho da Boeing que mais fomentou as vendas, após a Saudi Arabian ter decidido cancelar uma encomenda de $5.9 biliões à empresa, preterindo-a pela Airbus. Nos sectores do S&P500 ocorreu uma procura por activos refúgio, se bem que de forma ligeira e apenas no mercado accionista, visto que nas moedas o Yen vacilou face à força do U.S dólar, perdendo -0.2% para os 108.672, o valor mais baixo do último mês. O volume foi um pouco superior ao das duas sessões anteriores, contudo ainda cerca de 20% menor que o habitual, ou seja os investidores preferiram aguardar nas linhas laterais pelas declarações de Jerome Powell esta semana no congresso dos EUA, na quarta e quinta-feira, bem como das minutas que vão ser conhecidas nos mesmos dias sobre as últimas reuniões do FED e do BCE.
Sem grandes alterações no cenário para hoje não é de esperar grandes movimentações nos principais mercados, a menos claro que um qualquer tweet de Trump altere esse pressuposto.



A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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