Sentimento de mercado – Bulls apanham boleia da Lyft em fecho de trimestre fantástico

Marco Silva

Marco Silva

, Actualidade

Arrefecimento da economia mundial com dados cada vez menos optimistas, redução do crescimento económico nas duas principais economias do mundo, uma quase estagnação em perspectiva para a economia da zona euro, inversão dos juros nas obrigações soberanas dos EUA, uma dezena de triliões em obrigações com juro negativo devido à procura por segurança, um imbróglio político como o Brexit sem fim à vista e que pode causar um forte rombo nas economias do Reino Unido e da Europa, ou o problema da guerra comercial entre EUA e a China que apesar de muitas promessas continua sem avanços concretos, mas sim com taxas alfandegárias em vigor que já provocaram uma diminuição nos resultados e principalmente no outlook de inúmeras das principais empresas mundiais, e por último mas certamente não menos importante um trimestre com redução de lucros empresariais.
Estas são as nuvens pejadas de riscos e incertezas que pairam sobre os mercados, contudo e não obstante as mesmas Wall Street arrancou um trimestre extraordinário, mesmo em tempos de bull market fulgurante. Senão vejamos, apesar da acentuada recuperação efectuada após o dia de Natal até ao início do ano, o certo é que o S&P500 ainda conseguiu a proeza de registar o melhor trimestre dos últimos dez anos e o melhor arranque dos últimos vinte e um anos, com um ganho de 13,1%. O Dow Jones mais afectado pela questão da guerra comercial ficou-se por um ganho de 11,2%, ainda assim o melhor dos últimos seis anos, enquanto que o tecnológico Nasdaq averbou a melhor performance dos três ao adicionar 16,5% de valor nestes primeiros meses de 2019. Optimismo que tem sido notório no mercado das OPV´s, onde na sexta-feira a Lyft, concorrente da UBER com 39% do mercado norte-americano, encerrou a primeira sessão a valorizar 8,74% para os $78,29, após ter entrado em bolsa ao valor mais elevado que tinha sido programado como possível nos $72 por acção, o que só por si deu mais alento aos bulls.
Ao nível económico os dados foram contraditórios, com os números sobre o consumo e da inflação nos EUA a saírem abaixo do previsto, enquanto que o número de casas novas vendidas e o Michigan Consumer Sentiment Index, que reporta o nível de confiança dos consumidores, registaram uma melhoria em relação ao que se esperava.
No Forex as variações finais foram de expressão reduzida com realce para o Yen que recuou 0,2% para os 110.82, com alguma redução no apetite por activos refúgio, isto nas vésperas de uma semana recheada de dados económicos importantes nos EUA, como por exemplo as vendas a retalho, o ISM relativo à indústria e serviços, as ordens sobre bens duradouros e os importantíssimos non-farm payrolls, que darão uma noção mais concreta sobre o comportamento da maior economia do mundo no trimestre que agora terminou. Na zona Euro destaque para as minutas do BCE sobre a última reunião.
Hoje de madrugada foram conhecidos alguns dados económicos relevantes sobre a China com o Purchasing Managers’ Index (PMI) a revelar a primeira expansão dos últimos quatro meses, já o índice manufactureiro subiu ao ritmo mais elevado dos últimos seis meses enquanto que lado lado negativo as exportações caíram pelo décimo mês consecutivo, tudo somado o sentimento foi de alivio visto que aparentemente as medidas de estimulo decididas pelo executivo chinês estão a produzir resultados, o que deufôlego para uma subida dos futuros do S&P500, que por sua vez poderá contagiar positivamente a abertura das praças europeias



A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

Deixe uma resposta