Sentimento de Mercado – Bulls não seguram ganhos em Wall Street

Marco Silva

Marco Silva

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Terminou ontem o 106º mês do recente Bull market, não, não é engano, com apenas três fases de correcção dignas desse nome em 2010, 2011 e 2015, Wall Street já dobrou o caminho ascendente que efectuou desde os mínimos pós-bolha das dot.com até os máximos da pré-crise financeira. E para todos os efeitos Janeiro de 2018 foi o melhor inicio de ano do S&P500 nos últimos 21 anos, sucumbindo ontem à pressão vendedora dos que preferiram amealhar os lucros substanciais dos últimos meses, bem como dos que ficaram apreensivos com as indicações dadas a seguir à reunião do FED, a última em que Yellen participou. Mas apesar da valorização atingida durante os primeiros 10 minutos da sessão, não ter aguentado, o certo é que os três principais índices terminaram com ganhos, ainda que marginais, mas depois de uma passagem pela linha de “partida”, que no caso do S&P500, chegou mesmo a valores negativos em relação ao dia anterior.
Tal como tinha referido anteriormente da reunião do FED não eram expectáveis alterações nos juros, o importante seria perceber qual o sentimento dos membros do Board relativamente ao número de subidas este ano, se três ou mais, e foi isso mesmo que levou à correcção do mercado, porque a indicação dada foi uma abertura a quatro subidas este ano, ou seja uma posição mais hawkish, que resultou duma visão de uma economia norte-americana mais robusta, ao mesmo tempo que a inflação dá sinais de poder chegar ao objectivo dos 2%, retirando esse motivo utilizado anteriormente pelo FED para um movimento de subidas mais cauteloso. Mas apesar disso não foi uma alteração substancial, apenas uma porta aberta, o que não deu grande convicção aos Bears do U.S dólar para inverterem a sua pressão vendedora que dura há alguns meses. Ontem a moeda norte-americana cedeu mais -0.2%, permitindo ao Euro atingir os $1.2414, enquanto que a Libra inglesa voltou a valorizar, desta feita 0.3% para os $1.4191, ou seja o movimento principal das últimas semanas manteve-se, algo que poderá continuar visto que é aparentemente e retirando das declarações do secretário do Tesouro norte-americano, do interesse dos EUA que o U.S dólar desvalorize para combater outras moedas fracas como o Yuan. Declarações que despoletaram uma forte critica a semana passada por parte de Mario Draghi, visto que a ideia de desvalorização forçada da moeda vai contra os princípios acordados entre os membros do FMI.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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