Sentimento de mercado – Cautela à espera da FED e da Apple

Marco Silva

Marco Silva

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Com o mercado ainda a recuperar do rombo na confiança ocorrido no último trimestre de 2018 e com um início de semana bearish, o risco à entrada da sessão de ontem estava em alta e não foi portanto surpresa alguma que os índices norte americanos tenham tido um sentido indefinido, vagueando ao ritmo da qualidade de alguns earnings. No Dow Jones por exemplo os bons resultados da industrial 3M foram a lufada de ar fresco que os investidores precisavam após o pessimismo deixado pelos resultados da Caterpillar na segunda-feira, daí que tenha sido o índice que melhor performance obteve sendo igualmente o único a escapar ao vermelho, embora que por uma margem reduzida, ajudado igualmente pelo bom desempenho da Pfizer, não obstante a gigante farmacêutica ter reduzido as previsões para o ano de 2019, mas após ter batido as estimativas de receitas e lucros para o último trimestre do ano passado, ou seja neste caso o outlook não foi decisivo.
No S&P500 o sector industrial registou também a maior valorização enquanto que as tecnológicas averbaram o maior deslize, tal como ocorreu nos índices com o Nasdaq a recuar -0.81%, com todos os pesos pesados do sector a perderem terreno, com destaque para os -2,69% da Amazon, enquanto que a Apple corrigiu -1% antes de anunciar os resultados. Números que prometem dominar o sentimento e o movimento de Wall Street hoje, depois da tecnológica ter avisado no início do ano que as receitas dos iPhones seriam inferiores ao esperado, não deixou no entanto de surpreender nas receitas e nos lucros globais, com destaque para o crescimento de quase 20% no segmento dos serviços para os $10,9 biliões, sector onde a empresa obtém uma margem de 62.8%, bem acima dos 38% de média de todos os sectores de negócio. Como factor negativo de realçar para a forte queda das receitas de iPhones na China, um rombo de quase $5 biliões para os $13.17 biliões, em relação aos perto de $18 biliões alcançados um ano antes. Ainda assim as receitas globais do produto chave da empresa ficaram “apenas” $700 milhões abaixo dos $52.67 biliões antecipados, um valor absolutamente extraordinário quando se compara com os $84.3 biliões de receitas totais da empresa no trimestre, ou seja um só produto vale cerca de 62% do total facturado.
Hoje para além da reacção aos vários resultados empresariais será dia de FED, o que poderá resultar numa sessão bastante mais movimentada que a de ontem onde o número de transacções não chegou aos 7 biliões. No Forex as atenções estiveram concentradas na libra inglesa, que acabou por recuar -0,6% para os $1.3163, após a câmara dos comuns do Parlamento do Reino Unido ter decidido não aceitar uma saída sem acordo da União Europeia, obrigando a primeira ministra Theresa May a renegociar o acordo que tinha alcançado com Bruxelas, o problema é que a União Europeia já fez saber que não pretende iniciar novo processo de renegociação.

A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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