Sentimento de mercado – Tecnológicas puxam pelo barco, mas retalhistas lançam âncora

Marco Silva

Marco Silva

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A sessão de terça-feira em Wall Street foi uma história de duas forças contrárias provenientes de dois sectores distintos, do lado das tecnológicas o contágio positivo do optimismo nos títulos da Facebook e Tesla, que permitiram ao Nasdaq averbar mais um novo máximo histórico, ainda que por uma margem muito reduzida, enquanto que as retalhistas estiveram sobre pressão vendedora devido a uma redução das previsões de lucros por parte da Home Depot e da Kohl’s, que levantaram de novo o espectro de um possível arrefecimento da confiança dos consumidores, a cola que está a manter os índices norte-americanos em níveis tão elevados.
Da frente do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo os investidores tiveram de digerir mais uma ameaça do presidente norte-americano, que indicou estar pronto para aumentar ainda mais as tarifas alfandegárias sobre os produtos vindos da China, caso os países não cheguem a acordo. Foi igualmente notícia a possibilidade de um regresso ao acordo que os EUA e a China tinham preparado em Maio, mas que nunca chegou a ser efectivado, o que a ser uma realidade poderá fazer diminuir a lista e o montante das taxas adicionais que ambos os países decidiram aplicar um ao outro após essa data. Apesar desta eventualidade, que é uma nova nuance nesta novela, o sentimento em Wall Street pouco se alterou, terminando os índices de forma similar aos últimos dias, com variações pouco expressivas.
No mercado cambial o dia foi calmo enquanto que nas matérias-primas há que destacar mais uma queda no preço do WTI crude, desta feita -3,2% para os $55.25 por barril, por receios de um abrandamento da procura, o que empurrou as energéticas para a maior desvalorização do dia no S&P500 com uma queda de -1.47%.


A análise ao sentimento de mercado é patrocinada por Activtrades

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